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Papa Francisco

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Argentinos reunidos na Praça São Pedro se surpreendem com novo Papa

13 mar 2013 - 19h57
(atualizado às 21h32)
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Ainda estamos em choque, sem conseguir acreditar, disse Claudio Mariani, enquanto tomava um chimarrão em plena Praça de São Pedro para comemorar a eleição de Bergoglio
Ainda estamos em choque, sem conseguir acreditar, disse Claudio Mariani, enquanto tomava um chimarrão em plena Praça de São Pedro para comemorar a eleição de Bergoglio
Foto: Mário Camera / Especial para Terra

O anúncio da eleição de Bergoglio pegou de surpresa as dezenas de milhares de pessoas  que lotaram a Praça de São Pedro, apesar do frio e da chuva forte que caiu em Roma. O agora Papa Francesco não era grande conhecido do público, nem fazia parte de nenhuma lista de papáveis com grandes chances. Nem mesmo seus conterrâneos argentinos - até aquele momento pouco efusivos e bastante discretos - pensavam que a escolha seria possível.

“Ainda estamos em choque, sem conseguir acreditar”, disse Claudio Mariani, enquanto tomava um chimarrão em plena Praça de São Pedro para comemorar a eleição de Bergoglio.

Logo após o Papa Francisco deixar o balcão central da Basílica de São Pedro, jornalistas do mundo inteiro iniciaram uma caçada aos argentinos. Não foi muito difícil achá-los. Como se de uma partida de futebol se tratasse, os hermanos começaram a cantar, pular e gritar assim que o novo Pontífice foi anunciado.

“Não esperávamos por isso”, contou a jovem Camila Gonzales, que chegou a Roma um dia depois da renúncia de Bento XVI e, junto com duas amigas, revezava-se dando entrevistas para jornalista do mundo todo. Para ela, mais importante do que ter um Papa argentino é ter um Papa que “pode mudar muita coisa na Igreja”. “Ele é muito humilde, forte e respeitado no Vaticano. Espero que seja uma boa mudança”, disse Camila. 

Mudança também é o que Claudio deseja. “Ele precisa arrumar algumas questões de direitos humanos na Igreja Católica. É verdade que participou de um período negro da história argentina, mas com certeza algo vai acontecer”, afirmou Claudio, ao comentar as acusações de que o novo Papa teria colaborado com a ditadura militar que deixou milhares de mortos e desaparecidos na Argentina, entre 1976 e 1983.

Ele é um Papa comprometido com a realidade, com os homens, com os pobres e com outras religiões, disse o padre Miguel Elias, que conheceu Bergoglio
Ele é um Papa comprometido com a realidade, com os homens, com os pobres e com outras religiões, disse o padre Miguel Elias, que conheceu Bergoglio
Foto: Mário Camera / Especial para Terra

O padre Miguel Elias, que conheceu Bergoglio quando o agora Papa era Arcebispo Metropolitano de Buenos Aires e juntou-se ao grupo de argentinos que reunia-se na barreira em frente às escadarias da Basílica de São Pedro, garantia, para quem quisesse ouvi-lo, que a eleição de seu conterrâneo “é uma boa notícia para o mundo”. 

“Ele é um Papa comprometido com a realidade, com os homens, com os pobres e com outras religiões”, disse o religioso. Sobre a personalidade de Francisco, padre Miguel garantiu que o novo Pontífice é um homem simples. “É alguém que, se você encontrar na rua, acreditaria que é um simples sacerdote, um homem que vive pobremente”, garantiu o religioso, que ressaltou a escolha de Bergoglio pelo nome de Francisco.

“Acho que ao escolher esse nome, ele está dizendo o que quer fazer: reconstruir a Igreja de Jesus Cristo”, disse o padre, unindo-se ao coro por mais abertura na Igreja, entoado por muitos de seus conterrâneos que explodiram de alegria na Praça de São Pedro.

Fonte: Especial para Terra
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