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Protestos na Turquia deixam pelos menos 2 mortos e mais de 1 mil feridos

Dados são da Anistia Internacional, que recebeu denúncias de excessos cometidos pela polícia local

2 jun 2013
17h43
atualizado às 18h16
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Após os violentos protestos contra o governo da Turquia que, além de 1.700 presos, também deixaram mais de 1 mil feridos e pelo menos dois mortos, a Anistia Internacional pede “medidas urgentes” para evitar mais derramamento de sangue. As manifestações começaram em Istambul na sexta-feira, contra a derrubada de um parque. Após a polícia reprimir com violência os manifestantes, o protesto cresceu e deu origem a mais de 300 em todo o país.

<p>Manifestantes se protegem de bombas de gás lacrimogêneo jogadas pela polícia em Ancara</p>
Manifestantes se protegem de bombas de gás lacrimogêneo jogadas pela polícia em Ancara
Foto: AP

Uma equipe de 20 médicos ajudou a atender os manifestantes feridos no escritório da Anistia Internacional em Istambul. Outras organizações da sociedade civil tomaram medidas semelhantes. "O uso excessivo da força por policiais pode ser rotina na Turquia, mas a resposta excessivamente pesada aos protestos pacíficos em Taksim foi vergonhosa", disse John Dalhuisen, diretor da Anistia Internacional para a Europa.

Segundo relatos, mais de 1 mil manifestantes foram feridos e pelo menos dois morreram. O uso inadequado de gás lacrimogêneo pela polícia causou um número indeterminado de feridos. Acredita-se que muitos manifestantes perderam a visão nos confrontos.

A Anistia Internacional recebeu denúncias de que alguns manifestantes detidos na sexta-feira à noite ficaram até 12 horas trancados em veículos da polícia quentes e superlotadas, sem acesso a alimentos, água ou instalações sanitárias. A organização recebeu 49 queixas de pessoas que alegam maus-tratos por parte da polícia contra durante a detenção.

Fonte: Terra
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