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Polícia da Itália soluciona assassinato de mais de 100 anos

Agente da polícia de Nova York foi morto em 1909 durante investigação na Sicília; crime é atribuído à máfia

24 jun 2014 - 08h58
(atualizado às 09h10)
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A polícia na ilha italiana da Sicília acredita ter resolvido um misterioso assassinato de 1909 atribuído à máfia. Joe Petrosino, um agente da polícia de Nova York, foi morto durante uma missão de investigação na ilha.

A solução para o mistério da identidade do assassino resultou da prisão de 95 suspeitos de pertencerem a dois clãs envolvidos em casos de extorsão na capital siciliana, Palermo.

<p>Nesta foto fornecida pela Guardia di Finanza (polícia fiscal italiana), Domenico Palazzotto é preso em Palermo, Itália, em 23 de junho</p>
Nesta foto fornecida pela Guardia di Finanza (polícia fiscal italiana), Domenico Palazzotto é preso em Palermo, Itália, em 23 de junho
Foto: AP

Em uma gravação, um dos detidos se vangloria de que o tio de seu pai houvesse realizado o assassinato, segundo a polícia. O detido, Domenico Palazzotto, foi ouvido gritando a um colega que "o tio do meu pai, chamado Paolo Palazzotto, matou o policial em Palermo" sob ordens de Cascio Ferro.

Ferro foi o chefe da máfia Cosa Nostra, cujas operações se estenderam aos Estados Unidos. Apesar de Cascio Ferro e o próprio Paolo Palazzotto terem sido detidos após o ataque, eles foram libertados por falta de provas. Ninguém chegou a ser condenado pela morte de Petrosino.

Assassinato

O assassinato de Petrosino, em 12 de março de 1909, chocou Nova York, informou o correspondente da BBC em Roma, Alan Johnston.

Descrito pelo FBI como um dos primeiros detetives de Nova York a lutar contra o crime organizado, no início dos anos 1900, ele era um imigrante italiano que combatia esquemas de extorsão envolvendo criminosos sicilianos e italianos em diversas cidades americanas.

Petrosino teria se disfarçado de pedinte cego, agente sanitário e inspetor de saúde. Mas, durante uma missão secreta na Sicília, foi baleado quatro vezes em uma rua, enquanto aguardava um suposto informante.

O ataque foi testemunhado por um grupo de pessoas que esperavam no ponto do bonde.

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