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Pesquisa: 74% dos franceses são orgulhosos de nacionalidade

5 fev 2010 - 17h02
(atualizado às 17h19)
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Uma pesquisa publicada nesta sexta-feira encomendada pelo Ministério de Imigração da França revela que 74% dos franceses se sentem "orgulhosos" de sua nacionalidade e 76% deles consideram que existe uma "identidade francesa".

Além disso, 93% dos entrevistados estimam que o fato de ser francês é definido por um conjunto de direitos e deveres, 91% por uma língua comum, e 86% por valores comuns, acrescenta a pesquisa, realizada pelo instituto TNS Sofres e apresentada pelo ministro de Imigração, Eric Besson.

A pesquisa também constata que 65% consideram que a identidade nacional tende a se enfraquecer e 74% opinam que valorar este conceito de identidade é algo importante.

Estes são os resultados de maior destaque da pesquisa realizada entre os dias 20 e 26 de janeiro com entrevistas a mil pessoas, por ocasião da conclusão da primeira etapa do "grande debate sobre identidade nacional" lançado em 2 de novembro passado por Besson.

Em seu discurso à imprensa, o ministro ressaltou o "êxito popular" que está tendo o debate, a julgar pela cobertura da imprensa sobre o assunto.

Besson também justifica o êxito pelo número de participantes das reuniões organizadas em todo o país em torno dessa questão e pelo "recorde de audiência" no site criado para que qualquer possa expressar sua opinião.

Nos três meses que passaram desde que foi iniciada a pesquisa, disse Besson, os franceses puderam constatar cinco questões fundamentais: existe uma identidade nacional, ela é definida sobretudo pela adesão a certos valores, ela evolui com o tempo, ela tende a se enfraquecer e é importante valorizá-la.

O ministro insistiu, além disso, que foi possível demonstrar que o debate "está longe de se concentrar na imigração e no Islã", como tinham previsto algumas pessoas.

Por outro lado, ele rejeitou as críticas de que possui interesses eleitoreiros diante da proximidade das eleições regionais de março.

Besson assegurou que o tempo demonstrará que é um "fator de agrupamento e não de divisão".

EFE   
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