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Julio Iglesias pede arquivamento da queixa após acusação de assédio sexual e tráfico de pessoas

O cantor espanhol Julio Iglesias pediu o arquivamento da queixa apresentada por duas ex-funcionárias que o acusam de assédio sexual e tráfico de pessoas. Em documento enviado por seu advogado nesta segunda-feira (19), ele alega que a Justiça espanhola não é competente para o caso.

19 jan 2026 - 09h34
(atualizado às 10h09)
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Resumo
Julio Iglesias pediu o arquivamento de acusações de assédio sexual e tráfico de pessoas feitas por ex-funcionárias, alegando que os episódios teriam ocorrido fora da jurisdição espanhola.
Julio Iglesias, cantor espanhol que mais vendeu discos no mundo
Julio Iglesias, cantor espanhol que mais vendeu discos no mundo
Foto: Getty Images

"O Ministério Público deve declarar, sem outras formalidades, a ausência de competência jurisdicional espanhola para os fatos denunciados, arquivar imediatamente a investigação preliminar e pôr fim à campanha midiática que causa grave prejuízo à reputação", escreve o advogado do cantor, José Antonio Choclán, no documento enviado nesta segunda ao Ministério Público.

Duas ex-funcionárias de Julio Iglesias, o cantor espanhol que mais vendeu discos no mundo, apresentaram queixa na Espanha em 5 de janeiro. Elas afirmam ter sido vítimas de agressões sexuais e assédio por parte do cantor. Segundo a acusação, o ídolo espanhol abusava de seu poder sobre funcionárias jovens e em situação precária. Uma delas também descreveu à imprensa situações que poderiam ser qualificadas como estupros.

O advogado do cantor, que construiu seu sucesso sobre sua imagem de sedutor, afirma que "os fatos teriam ocorrido entre janeiro e outubro de 2021 nas residências que o ídolo possui na República Dominicana e nas Bahamas, e não na Espanha". De acordo com ele, as duas ex-funcionárias são estrangeiras e não moram na Espanha.

Para Choclán, os delitos devem ser "julgados no local onde foram cometidos." Caso isso não seja possível, então "poderiam, eventualmente, ser analisados na Espanha". Segundo ele, "o Ministério Público espanhol não pode se atribuir um poder unilateral para se transformar em instância jurídica universal, nem os tribunais espanhóis, e tampouco é possível conceder à vítima o direito de escolher a jurisdição que lhe seja mais conveniente".

'Grande tristeza'

Segundo as ONGs Amnesty International e Women's Link Worldwide, que acompanha as ex-funcionárias, a denúncia foi apresentada na Espanha porque a legislação do país age de maneira mais "favorável" às mulheres nesse tipo de caso. As duas devem ser ouvidas em breve pela Justiça espanhola. Segundo as organizações, elas beneficiam do status de testemunhas protegidas.

Na semana passada, Julio Iglesias respondeu no Instagram às acusações. Ele negou ter cometido qualquer "abuso, coação ou desrespeito" e disse que as denúncias são falsas e causam "grande tristeza". O cantor afirmou nunca ter sentido "tamanha maldade", mas declarou ter "forças" para defender sua dignidade e agradeceu as mensagens de apoio.

Nascido em 1943, Julio Iglesias, intérprete de sucessos como "Hey", "Manuela" e "Por el Amor de una Mujer", viu sua carreira decolar nos anos 1970 antes de se tornar o artista hispanófono que mais vendeu discos no mundo, com centenas de milhões de álbuns comercializados.

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