Macron escolhe Sébastien Lecornu, ministro da Defesa de direita, para comandar novo governo da França
O ministro francês das Forças Armadas (equivalente ao ministério da Defesa no Brasil), Sébastien Lecornu, aliado de Emmanuel Macron e vindo da direita, foi nomeado primeiro-ministro, anunciou nesta terça-feira (9) o Palácio do Eliseu, sede da presidência. Seu nome foi divulgado poucas horas após François Bayrou entregar sua demissão, um dia depois de perder o voto de confiança no Parlamento. Aos 39 anos, o novo chefe de governo terá pela frente o desafio de tirar o país de uma crise econômica e política.
O ministro francês das Forças Armadas (equivalente ao ministério da Defesa no Brasil), Sébastien Lecornu, aliado de Emmanuel Macron e vindo da direita, foi nomeado primeiro-ministro, anunciou nesta terça-feira (9) o Palácio do Eliseu, sede da presidência. Seu nome foi divulgado poucas horas após François Bayrou entregar sua demissão, um dia depois de perder o voto de confiança no Parlamento. Aos 39 anos, o novo chefe de governo terá pela frente o desafio de tirar o país de uma crise econômica e política.
Emmanuel Macron nomeou Sébastien Lecornu para o cargo de premiê, encarregando-o, num primeiro momento, de "consultar" os partidos franceses com o objetivo de "construir os acordos indispensáveis às decisões dos próximos meses", anunciou o Eliseu. "Após essas discussões, caberá ao novo primeiro-ministro propor um governo ao presidente da República", acrescentou o comunicado.
Lecornu se torna o sétimo primeiro-ministro de Emmanuel Macron, e o quinto desde o início de seu segundo mandato, em 2022. Presença constante no governo desde 2017, o ex-senador da região da Normandia galgou os cargos até se tornar ministro da Defesa, uma pasta extremamente sensível em tempos de guerra na Ucrânia, e se consolidou como um aliado fiel e próximo do chefe de Estado.
Já em dezembro passado, Macron havia considerado nomeá-lo premiê, mas François Bayrou acabou sendo escolhido para o cargo. Desta vez, o presidente não hesitou, e essa nomeação expressa, contrária à sua tendência natural, parece indicar que a decisão foi cuidadosamente preparada com antecedência.
Dança das cadeiras
Lecornu substitui Bayrou, de 74 anos, que ficou apenas nove meses no cargo, sucedendo outros três primeiros-ministros durante o segundo mandato de Macron: Élisabeth Borne, Gabriel Attal e Michel Barnier.
Desde a antecipação das eleições legislativas de 2024, a França vive uma profunda instabilidade política, sem maiorias parlamentares estáveis, em um contexto de elevada dívida pública: quase 114% do PIB. Nos últimos meses, Bayrou havia tentado, sem sucesso, convencer os deputados a apoiar seu plano orçamentário para 2026, que prevê € 44 bilhões (cerca de R$ 279 bilhões na cotação atual) em cortes. Uma das medidas mais impopulares sugeridas pelo então chefe do governo era cortar dois feriados do calendário, o que não agradou nem à opinião pública, nem a boa parte da oposição.
A transmissão de cargo entre François Bayrou e o novo primeiro-ministro Sébastien Lecornu ocorrerá na quarta-feira (10) ao meio-dia, em Matignon, sede do governo francês. A data coincide com um dia de mobilização nacional para bloquear o país, convocado por diversos movimentos e liderados pela esquerda.
(Com agências)