Kanye West é barrado no Reino Unido por falas antissemitas e festival em Londres é cancelado
O rapper Kanye West foi proibido de entrar no Reino Unido nesta terça-feira (7) após anos de declarações antissemitas, levando ao cancelamento do festival em que seria a principal atração em Londres. A decisão do Ministério do Interior britânico, que considerou sua presença contrária ao interesse público, interrompe a realização do evento e reacende a controvérsia em torno do artista, hoje uma das figuras mais polarizadoras da indústria musical.
O rapper norte-americano Kanye West, que se apresentaria como atração principal do festival musical Wireless em julho, em Londres, foi proibido de entrar no Reino Unido devido a declarações antissemitas feitas nos últimos anos. A informação foi confirmada nesta terça-feira (7) pelo Ministério do Interior britânico à BBC.
Como consequência direta da decisão, o festival foi cancelado. Em publicação no Instagram, os organizadores afirmaram que, "após a decisão do Ministério do Interior de proibir a entrada" do artista, foram "obrigados a cancelar o Wireless Festival".
Aos 48 anos, Kanye West havia solicitado na segunda-feira (6) uma autorização eletrônica de viagem (ETA) para ingressar no território britânico. Segundo a BBC, o pedido foi rejeitado com a justificativa de que sua presença "não seria do interesse público".
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A medida reforça o isolamento institucional do artista, cuja trajetória recente tem sido marcada por polêmicas e reações contundentes de autoridades e da indústria cultural.
Escalada de polêmicas
Kanye West, que agora adota o nome legal Ye, passou a ser alvo de críticas e repercussões globais após uma série de declarações e condutas fortemente antissemitas que abalaram sua carreira, levaram à perda de contratos com grandes marcas e agora culminam na proibição de sua entrada no Reino Unido.
A trajetória das polêmicas começou no final de 2022, quando Ye publicou repetidamente mensagens antissemitas em suas redes sociais, gerando condenações públicas imediatas e o fim de parcerias com empresas como Adidas, que cortou abruptamente sua colaboração com o artista ainda em 2022, dizendo que não tolerava antissemitismo nem discurso de ódio.
Nas semanas seguintes, West intensificou a controvérsia. Em uma entrevista e em postagens públicas, ele chegou a dizer que era "um nazista", fez declarações elogiosas a Adolf Hitler e publicou imagens envolvendo temas nazistas - incluindo um símbolo com esvástica entrelaçado à Estrela de Davi - o que resultou na suspensão de suas contas em plataformas como X (antigo Twitter).
As repercussões não foram apenas culturais. Diversas marcas e instituições se afastaram dele, grandes gravadoras e outros parceiros comerciais, resultando em perdas substanciais de receita e imagem.
Com agências