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Irlanda do Norte reduz a 12 anos idade mínima para manuseio de armas

12 nov 2013 - 17h08
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O governo norte-irlandês de poder compartilhado entre católicos e protestantes modificará a legislação para que os menores de 12 anos possam manusear armas sob supervisão de um adulto, anunciou nesta terça-feira o Ministério da Justiça e Interior.

A lei vigente na província britânica só concede permissões especiais para aqueles com idades compreendidas entre 16 e 18 anos, enquanto no resto do Reino Unido não existe um mínimo estabelecido se a atividade se desenvolver sob supervisão.

A decisão foi tomada depois das conversas mantidas nos últimos meses entre o titular de Justiça e Interior, David Ford, e o chefe do Serviço de Polícia da Irlanda do Norte (PSNI), Matt Baggott, informou nesta terça-feira um porta-voz oficial.

Embora ainda se desconheçam os detalhes da nova legislação, os menores de 12 anos só poderão manusear escopetas de ar comprimido e de cartuchos em locais específicos, aparentemente sob o controle de um maior de 21 anos com pelo menos três anos de experiência.

A mudança da legislação prevista não agradou a todos e duas organizações do mundo do tiro recreativo e do mercado de venda destes produtos pediram que a idade mínima seja rebaixada até os 10 anos. 

Dentro do multiconfessional Partido da Aliança da Ford, o único no Executivo autônomo que aglutina católicos e protestantes, também surgiram vozes que questionam a idoneidade do projeto.

Stewart Dickson, membro do comitê parlamentar de Justiça e Interior, assegurou hoje que sente "inquietação" perante a medida adotada pelo líder de sua formação, embora declarou que não se oporá a ela. "Me preocupa a segurança dos menores e me preocupa que qualquer mudança na lei sobre armas não seja administrada de maneira estrita", declarou o parlamentar norte-irlandês à emissora britânica BBC.

Dickson destacou que o ministro ofereceu "garantias" que o uso de armas de fogo por parte de menores de 12 anos só deve ser permitida em "circunstâncias nas quais a supervisão é extrema". Além disso, o deputado lembrou que, entre os argumentos apresentados pelos defensores da reforma da lei, um faz referência à desvantagem que têm os concorrentes da Irlanda do Norte em torneios esportivos frente a outros do Reino Unido, que iniciam esta atividade precocemente.

EFE   
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