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Inglaterra 'ostenta poder de fogo' nas Malvinas, diz Argentina

4 fev 2012 - 19h30
(atualizado às 19h54)
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O ministro de Defesa argentino, Arturo Puricelli, qualificou neste sábado de "ostentação desnecessária de poder de fogo" a intenção da Grã-Bretanha de mobilizar um submarino nuclear às Ilhas Malvinas (Falklands, para os ingleses).

Integrante do grupo de extrema-esquerda Quebracho, vestindo a camiseta do Flamengo, atira bombas de tinta contra a sede do banco britânico HSBC, em Buenos Aires. Os ativistas do grupo fizeram uma grande manifestação nas ruas da capital argentina para protestar contra a presença do príncipe britânico William nas ilhas Malvinas
Integrante do grupo de extrema-esquerda Quebracho, vestindo a camiseta do Flamengo, atira bombas de tinta contra a sede do banco britânico HSBC, em Buenos Aires. Os ativistas do grupo fizeram uma grande manifestação nas ruas da capital argentina para protestar contra a presença do príncipe britânico William nas ilhas Malvinas
Foto: EFE

"Me parece uma ostentação desnecessária de poder de fogo. Poderíamos dizer a ele (aos britânicos) que poderiam ter economizado milhares de libras (não enviando o navio)", afirmou Puricelli, depois de chegar com a fragata Libertad - navio-escola da Armada - ao porto de Buenos Aires.

O governo britânico tem em mente enviar um destróier para as Ilhas Malvinas, onde está o príncipe William, no que foi apontado pelas autoridades como uma ação de "rotina" para um piloto das forças aéreas. O ministro argentino Puricelli disse que, se a tripulação que acompanhou o príncipe William tivesse tido algum problema, "a Marinha argentina teria auxiliado".

O titular da pasta da Defesa afirmou que a intenção da Casa Rosada é "retirar todo conteúdo bélico" da disputa pela soberania sobre as ilhas. "Eles (Reino Unido) querem militarizar o Atlântico sul. Nós dissemos que a Argentina e a América do Sul não querem militarizá-lo, não queremos que se contamine; queremos que o litoral marítimo do Atlântico Sul seja cuidado e protegido pela Armada Argentina", disse.

Puricelli declarou, além disso, que não resta "a menor dúvida" que a Argentina recuperará as ilhas Malvinas antes do fim do século, levando em conta o acompanhamento da comunidade internacional. Nesse sentido, acrescentou que "eles (os britânicos) sabem que não há nenhuma justificativa para manter a usurpação, já que muito antes do final deste século a Argentina terá a jurisdição plena e a posse. A ocupação por parte do Reino Unido das ilhas Malvinas é sustentada pela força. Começou com um navio de guerra que desalojou autoridades e a população argentina das ilhas Malvinas em 1833. Indubitavelmente continuam sustentando essa ocupação da mesma maneira", explicou Puricelli.

O chanceler argentino Héctor Timerman receberá este domingo na Venezuela o respaldo de países integrantes da Aliança Bolivariana para os Povos de Nossa América (Alba) a alegação de soberania sobre as ilhas Malvinas.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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