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Hungria investiga rebanho de zebras pertencente a um aliado do ex-premiê Orbán

O ministro do Meio Ambiente da Hungria anunciou nesta sexta-feira (24) o lançamento de uma "investigação aprofundada" sobre a situação de um rebanho de zebras que se tornou um símbolo das acusações de corrupção e dos abusos atribuídos ao governo do ex-líder nacionalista Viktor Orbán.

24 jul 2026 - 11h46
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As referências a esses animais exóticos tornaram-se um lema dos manifestantes, que se fantasiavam de zebra para protestar contra o antigo governo de Orbán, depois que os animais foram filmados, no fim de 2024, vagando pelos campos vizinhos a uma luxuosa mansão que oficialmente pertence ao pai octogenário do ex-primeiro-ministro.

Manifestantes, incluindo um vestido de zebra, marcham nas proximidades da Ponte Erzsébet (Ponte Elisabeth), no centro de Budapeste, em 22 de abril de 2025.
Manifestantes, incluindo um vestido de zebra, marcham nas proximidades da Ponte Erzsébet (Ponte Elisabeth), no centro de Budapeste, em 22 de abril de 2025.
Foto: AFP - ATTILA KISBENEDEK / RFI

As terras e o rebanho de zebras pertencem a Lőrinc Mészáros, um dos homens mais ricos da Hungria, considerado um testa de ferro de Viktor Orbán. A forma como as zebras foram mantidas caracteriza uma "criação irresponsável", declarou no Facebook o ministro do Meio Ambiente, Gajdos László, ex-tratador de zoológico.

Segundo ele, 17 zebras estão em cativeiro há dois anos na propriedade de Lőrinc Mészáros, localizada perto de Bicske, a cerca de 35 quilômetros a oeste de Budapeste, e algumas delas estariam ali sem qualquer autorização."A grande maioria delas não possui comprovação de origem. A maior parte da documentação foi emitida posteriormente", afirmou o ministro.

Animais escaparam em 2025

Três desses animais escaparam em janeiro passado "devido a uma cerca inadequada", e um deles foi encontrado "morto de frio", acrescentou Gajdos. "Não vamos deixar isso passar!", prometeu.

No ano passado, a associação de caça Vál-völgye, de Lőrinc Mészáros, responsável pela administração dessas terras, afirmou que as zebras eram mantidas em conformidade com a legislação vigente e que possuía todas as autorizações necessárias. A entidade também garantiu que todos os animais exóticos presentes na propriedade haviam sido resgatados de situações de maus-tratos.

Com AFP

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