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França vive nova onda de calor com temperaturas que podem chegar a 41°C

A França vive sua segunda onda de calor do período de verão, a partir desta sexta-feira (8), com temperaturas de até 41°C, que podem agravar a seca no sul do país e provocar novos incêndios. O pico ocorrerá no domingo (10) e no início da próxima semana.

8 ago 2025 - 15h36
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A França vive sua segunda onda de calor do período de verão, a partir desta sexta-feira (8), com temperaturas de até 41°C, que podem agravar a seca no sul do país e provocar novos incêndios. O pico ocorrerá no domingo (10) e no início da próxima semana.

A França vive sua segunda onda de calor do período de verão, que pode agravar a seca no sul do país e provocar novos incêndios.
A França vive sua segunda onda de calor do período de verão, que pode agravar a seca no sul do país e provocar novos incêndios.
Foto: AFP - EMMA DA SILVA / RFI

Esta nova onda de calor chega no momento em que os bombeiros seguem lutando para extinguir um incêndio na região de Aude, no sul do país. O fogo se propagou por 17 mil hectares, antes de ser estabilizado na tarde de quinta-feira (7), deixando uma morte. É um dos piores incêndios na França desde a Segunda Guerra Mundial.

O serviço meteorológico nacional, Météo-France, decretou alerta laranja, o segundo mais alto, em 11 departamentos do sul, nesta sexta-feira. Outros seis também receberão o mesmo alerta no sábado (9), quando "as temperaturas ficarão entre 37 e 39°C, podendo chegar a 40°C", informou a agência.

Risco elevado de novos incêndios

Com temperaturas podendo chegar a até 41°C no domingo, a Météo-France também alerta para um risco "elevado" de incêndios na região mediterrânea, que poderia agravar a seca e o temor dos viticultores.

"As temperaturas muito altas devem se intensificar no início da próxima semana" e se manter pelo menos até o resto da semana, afirmou o serviço meteorológico.

A primeira onda de calor deste ano atingiu o país entre 19 de junho e 6 de julho, causando mais de 480 mortes, indicaram as autoridades sanitárias.

Os cientistas alertam há anos sobre o impacto da mudança climática nas ondas de calor, secas e outros fenômenos meteorológicos extremos, cada vez mais intensos e frequentes.

Este ano, o mundo viveu o terceiro mês de julho mais quente já registrado, com uma temperatura média 1,25°C superior ao mesmo período da era pré-industrial (1850-1900), segundo o serviço meteorológico europeu Copernicus.

(Com AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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