França vive nova onda de calor com temperaturas que podem chegar a 41°C
A França vive sua segunda onda de calor do período de verão, a partir desta sexta-feira (8), com temperaturas de até 41°C, que podem agravar a seca no sul do país e provocar novos incêndios. O pico ocorrerá no domingo (10) e no início da próxima semana.
A França vive sua segunda onda de calor do período de verão, a partir desta sexta-feira (8), com temperaturas de até 41°C, que podem agravar a seca no sul do país e provocar novos incêndios. O pico ocorrerá no domingo (10) e no início da próxima semana.
Esta nova onda de calor chega no momento em que os bombeiros seguem lutando para extinguir um incêndio na região de Aude, no sul do país. O fogo se propagou por 17 mil hectares, antes de ser estabilizado na tarde de quinta-feira (7), deixando uma morte. É um dos piores incêndios na França desde a Segunda Guerra Mundial.
O serviço meteorológico nacional, Météo-France, decretou alerta laranja, o segundo mais alto, em 11 departamentos do sul, nesta sexta-feira. Outros seis também receberão o mesmo alerta no sábado (9), quando "as temperaturas ficarão entre 37 e 39°C, podendo chegar a 40°C", informou a agência.
Risco elevado de novos incêndios
Com temperaturas podendo chegar a até 41°C no domingo, a Météo-France também alerta para um risco "elevado" de incêndios na região mediterrânea, que poderia agravar a seca e o temor dos viticultores.
"As temperaturas muito altas devem se intensificar no início da próxima semana" e se manter pelo menos até o resto da semana, afirmou o serviço meteorológico.
A primeira onda de calor deste ano atingiu o país entre 19 de junho e 6 de julho, causando mais de 480 mortes, indicaram as autoridades sanitárias.
Os cientistas alertam há anos sobre o impacto da mudança climática nas ondas de calor, secas e outros fenômenos meteorológicos extremos, cada vez mais intensos e frequentes.
Este ano, o mundo viveu o terceiro mês de julho mais quente já registrado, com uma temperatura média 1,25°C superior ao mesmo período da era pré-industrial (1850-1900), segundo o serviço meteorológico europeu Copernicus.
(Com AFP)