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França imobiliza 800 mil veículos equipados com airbags Takata, que causaram dezenas de mortes

O governo francês determinou a imobilização de mais 800 mil veículos equipados com airbags Takata considerados de risco, elevando para 1,7 milhão o número de carros parados no país. Mais de 100 milhões de airbags deste modelo foram recolhidos em todo o mundo, afetando marcas como Honda, Toyota, BMW, Volkswagen, Ford, entre outras. Pelo menos 30 mortes e centenas de feridos foram causadas pelos equipamentos defeituosos, em diversos países.

25 jun 2025 - 07h43
(atualizado às 10h37)
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O governo francês determinou a imobilização de mais 800 mil veículos equipados com airbags Takata considerados de risco, elevando para 1,7 milhão o número de carros parados no país. Mais de 100 milhões de airbags deste modelo foram recolhidos em todo o mundo, afetando marcas como Honda, Toyota, BMW, Volkswagen, Ford, entre outras. Pelo menos 30 mortes e centenas de feridos foram causadas pelos equipamentos defeituosos, em diversos países. 

Mecânico retira airbag Takata em uma oficina em Mulhouse, no leste da França
Mecânico retira airbag Takata em uma oficina em Mulhouse, no leste da França
Foto: AFP - SEBASTIEN BOZON / RFI

O Ministério do Transporte também solicitou o recall geral de todos os veículos equipados com airbags de risco em toda a França. No total, cerca de 2,5 milhões de veículos foram alvo de recall no país, sendo 1,7 milhão deles sujeitos a uma obrigação de imobilização do carro.

"Essa decisão visa enviar uma mensagem clara e firme aos fabricantes. Ela incentiva ainda os proprietários dos veículos afetados a verificarem seus carros o quanto antes", destacou o Ministério dos Transportes francês em um comunicado. 

Em 17 de junho, o governo já havia solicitado à Citroën a imobilização de todos os modelos C3 e DS3 que necessitassem de substituição do airbag, independentemente da data de fabricação, o que representa mais 100 mil veículos da marca. 

Um acidente ocorrido em 11 de junho, em Reims, no leste da França, matou uma mulher de 36 anos devido à explosão do airbag. A passageira do banco traseiro, de 13 anos, sofreu ferimentos leves. 

Esse foi o segundo acidente fatal na França metropolitana causado pelos airbags defeituosos. Ao todo, as explosões do componente de segurança provocaram 18 mortes e 25 feridos, sendo 16 mortes e 24 feridos nos territórios ultramarinos franceses, segundo o Ministério dos Transportes. 

Os equipamentos produzidos pela empresa japonesa Takata Corporation, que faliu em 2017,  passaram a apresentar risco de explosão durante colisões ao longo do tempo.

O problema foi atribuído ao uso de nitrato de amônio como propelente, sem um dessecante, uma substância que absorve a umidade. Em ambientes quentes e úmidos, o gás se degradava, fazendo com que o airbag explodisse com violência e lançasse fragmentos metálicos contra os ocupantes do veículo.

Veículo de cortesia

Diversas montadoras tiveram que imobilizar milhões de veículos em todo o mundo para substituir os airbags defeituosos. O ministro francês dos Transportes, Philippe Tabarot, defendeu a necessidade de reforçar as regras de homologação dos airbags na União Europeia, proposta que levou aos seus parceiros europeus. 

Tabarot também lançou, em fevereiro, uma missão de inspeção, cujas conclusões devem ser divulgadas em breve. O ministro não descarta tomar medidas adicionais com base nesses resultados, informou seu gabinete. 

O Ministério dos Transportes também emitirá um decreto para que cada motorista afetado por uma medida de imobilização possa contar com um veículo de cortesia ou com o reembolso do aluguel de um carro, com a proximidade das férias de verão na França.

O decreto também prevê a definição de prazos para atendimento, reparo e um nível mínimo de estoque de airbags disponíveis. 

Associação denuncia "improvisação"

A associação de defesa do consumidor UFC Que Choisir denunciou nesta quarta-feira uma "improvisação total" após a imobilização de mais 800 mil veículos com airbags Takata e pediu uma investigação para indicar todos os responsáveis pelos acidentes.

"Estamos diante de uma espécie de improvisação total. Infelizmente, isso já dura 14 meses. No ano passado, a dificuldade já era conseguir mais reparos com urgência, pois as oficinas estavam congestionadas. É lamentável que, em um ano, nenhuma solução tenha sido tomada", lamentou Marie-Amandine Stévenin, presidente da associação, em entrevista à Franceinfo. 

"Não houve nenhuma medida por parte dos fabricantes que parecesse responder à urgência e à gravidade da situação", acrescentou. 

"Fica claro que a análise de risco feita anteriormente não era confiável, já que continuamos a ter acidentes fatais, inclusive em regiões que, no ano passado, nos disseram não estavam em risco, como Reims, que está acima da linha Norte-Sul traçada de forma um tanto arbitrária", destacou Stévenin. 

Queixa contra outros fabricantes

Ela lembrou que a UFC Que Choisir apresentou uma queixa no início do ano contra a Stellantis "e depois contra outros fabricantes, como BMW, Volkswagen, Mercedes e Toyota, que também estão envolvidos". A associação solicitou ainda a criação de uma comissão parlamentar de inquérito. 

"Temos um órgão regulador das montadoras na França, responsável pela fiscalização do mercado de veículos e motores. Gostaríamos de saber qual foi o papel desempenhado por ele. Pedimos que toda a cadeia de responsabilidade seja investigada e analisada", declarou Stévenin. 

Segundo ela, o consumidor "deve ter a garantia de que, ao ser alvo de uma medida de 'stop drive', terá direito a um veículo de cortesia ou a uma solução alternativa, com reembolso dos custos de aluguel de carro, passagens de trem ou assinaturas". 

Com informações da AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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