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Espanha: juiz ordena liberdade provisória para maquinista de trem

Francisco José Garzón Amo admitiu ter cometido negligência. Ele foi ao tribunal para esclarecer o acidente, que deixou 79 mortos

28 jul 2013
17h46
atualizado às 18h24
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O juiz que atua no caso do acidente de trem em Santiago de Compostela, na Espanha, ordenou neste domingo que o maquinista, Francisco José Garzón, responda em liberdade às acusações. O motorista, de 52 anos, foi ao tribunal para esclarecer as circunstâncias do acidente, que deixou 79 mortos depois que o trem descarrilou em uma curva próxima a Santiago.

Em sua declaração ao titular do tribunal número três de Santiago de Compostela, Luis Aláez, o réu admitiu ter cometido negligência. Antes da declaração, o magistrado entregou às partes uma cópia do relatório policial sobre o acidente, ocorrido a poucos quilômetros da estação de Santiago, em Angrois.

Durante as quase 72 horas que durou sua detenção policial, Garzón se reservou o direito de não se declarar. Garzón, maquinista do trem desde 2003, é suspeito de não ter freado a tempo o trem para traçar uma curva fechada cuja velocidade máxima permitida era 80 km/h.

Algemado e vestindo camisa azul e calça jeans, Garzón, de cabelos grisalhos e com a testa marcada por uma cicatriz, chegou ao tribunal com semblante pensativo, com os dedos das mãos entrelaçados e o queixo repousando sobre eles, tentando fugir das lentes dos fotógrafos.

Com duas investigações abertas, uma judicial e a outra administrativa, as autoridades voltaram sua atenção para o maquinista, com uma longa experiência profissional, acusado de "homicídio por imprudência". Em uma conversa por rádio com a estação divulgada pelo jornal El País, o maquinista reconhece que antes do acidente ferroviário, o pior na Espanha desde 1944, circulava a 190 km/h.

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EFE   
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