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Espanha: antes de nova onda de calor, incêndio próximo a Madri obriga centenas a deixarem suas casas

Um incêndio florestal que começou na quinta-feira (16) a cerca de 100 quilômetros ao norte de Madri, na Espanha, se intensificou e já consumiu mais de 13 mil hectares. Centenas de habitantes foram obrigados a deixar suas casas, anunciaram as autoridades locais neste domingo (19).

19 jul 2026 - 10h55
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O fogo, próximo ao vilarejo de La Mierla, na região de Guadalajara, afeta mais de 700 pessoas, segundo o serviço de prevenção e combate a incêndios de Castela-Mancha, no centro da Espanha. Centenas de bombeiros, apoiados por unidades aéreas, trabalham em solo para conter as chamas.

Embora não tenha havido vítimas, o incêndio, descrito como "difícil" pelo presidente regional de Castela-Mancha, Emiliano García-Page, na rede social X, começou no Parque Natural da Sierra Norte, uma região montanhosa e arborizada, habitat de espécies ameaçadas de águias, lobos e borboletas.

O incidente ocorre após outro incêndio iniciado na quarta-feira (15) perto de Saragoça, no nordeste do país, que também não deixou vítimas.

"Dias extremamente exaustivos", disse Jorge Azcón, presidente regional de Aragão, no X. A evolução deste incêndio "finalmente mostra uma tendência claramente favorável na manhã de domingo", complementou, observando que cerca de 15 mil hectares haviam queimado.

Incêndio forestal em Cinco Villas já queimou mais de 15 mil hectares no nordeste da Espanha.
Incêndio forestal em Cinco Villas já queimou mais de 15 mil hectares no nordeste da Espanha.
Foto: RFI

Temperaturas podem chegar a 45°C 

O controle desses dois incêndios é particularmente preocupante, uma vez que a Espanha se prepara para uma terceira onda de calor a partir de terça-feira (21), com previsão de temperaturas superiores a 40°C em grande parte do país.

O calor deve se intensificar até quinta-feira, dia que, segundo a agência meteorológica, pode marcar o pico do fenômeno, com temperaturas potencialmente ultrapassando 45°C em algumas áreas isoladas. Segundo cientistas, as mudanças climáticas causadas pela atividade humana estão aumentando a duração, a intensidade e a frequência das ondas de calor, que ressecam a vegetação e elevam o risco de incêndios florestais.

A Espanha acaba de vivenciar um dos incêndios mais letais de sua história recente: um fogo que começou na Andaluzia, no sul, em 9 de julho, deixou 13 mortos e devastou 7 mil hectares.

Espanha foi o país que mais queimou na Europa em 2025

Na linha de frente do aquecimento global, o país tem registrado ondas de calor cada vez mais longas e frequentes nos últimos anos, com temperaturas bem acima de 40°C que criam condições propícias para grandes incêndios. Em 2025, mais de 393 mil hectares foram consumidos pelas chamas, o pior registro na história recente da Espanha, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS).

Quase 82 mil hectares foram reduzidos a cinzas no país desde o início do ano, de acordo com o EFFIS. No ano passado, "um terço da área total queimada na Europa" situava-se na Espanha, observou o primeiro-ministro Pedro Sánchez ao visitar o local do desastre na Andaluzia. Ele enfatizou que "os efeitos da emergência climática estão se agravando" e alertou para um "verão difícil" pela frente.

Com AFP

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