'Era preciso fazer alguma coisa', diz mulher que ajudou brasileira vítima de tentativa de estupro na França
Marguerite, que é diretora de escola, filmou a cena e o rosto do agressor, que ela abordou no trem da região parisiense. A ação corajosa permitiu à jovem brasileira escapar da tentativa de estupro e das agressões, já que, ao ser surpreendido, o homem recuou. O agressor continua foragido e é procurado pela polícia. Ao ver as imagens, outras vítimas o identificaram por outros ataques na mesma região.
Marguerite, que é diretora de escola, filmou a cena e o rosto do agressor, que ela abordou no trem da região parisiense. A ação corajosa permitiu à jovem brasileira escapar da tentativa de estupro e das agressões, já que, ao ser surpreendido, o homem recuou. O agressor continua foragido e é procurado pela polícia. Ao ver as imagens, outras vítimas o identificaram por outros ataques na mesma região.
"Eu via a boca dele, as mãos tocando nela. Era preciso fazer alguma coisa. Para mim, é inconcebível não agir. Ou você enfrenta, ou se arrepende disso pelo resto da vida", explicou ela ao jornal Le Parisien. A atitude parece ter surpreendido o agressor, que fugiu, mas éclaramente reconhecível nas imagens divulgadas depois nas redes sociais. "Ele se aproximou de nós e me disse que aquilo não era da minha conta, que era um assunto entre ele e ela", acrescentou Marguerite ao jornal.
Jhordana chegou a Paris recentemente e está visitando o irmão, que mora em Juvisy-sur-Orge (Essonne). Ela estava sozinha em um vagão do RER C, na altura da estação de Choisy-le-Roi, quando o homem a atacou. A brasileira já havia notado o agressor alguns instantes antes, quando ele parecia observá-la "com insistência", contou ela ao jornal.
Primeiro, ele tentou beijá-la. Como ela o repeliu, ele mordeu violentamente seu lábio e feriu seu rosto. Ele a atacou com arranhões, tapas e toques indesejados.
Jhordana tentou pedir ajuda, mas o agressor apertou seu pescoço e ela foi impedida de gritar e de respirar.
Outras vítimas
No vídeo divulgado nas redes sociais, se ouve o desespero da jovem, chorando no vagão. Algumas palavras em português escapam enquanto ela se refugia atrás de Marguerite.
"Recuamos tanto que acabamos no fundo do vagão", acrescentou Marguerite.
Desde a agressão, Jhordana está traumatizada. Segundo seu irmão, saber que o agressor ainda está em liberdade a deixa "muito nervosa" e, por enquanto, a impede de sair com tranquilidade.
Após a divulgação de um vídeo em que aparece o rosto do agressor, duas outras mulheres afirmaram ter sido vítimas do mesmo homem, também no RER C.
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