Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

As Principais Notícias da Europa

Em discurso anual, Ursula von der Leyen defende acordo com Mercosul e propõe sanções contra Israel

Em mensagem ao Parlamento Europeu, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destrinchou, durante cerca de uma hora, os assuntos mais espinhosos enfrentados atualmente pela União Europeia. No discurso, batizado de Estado da União, a chefe do bloco faz anualmente um balanço e apresenta projeções para o seu mandato. Desta vez, os temas foram da Guerra na Ucrânia às medidas em defesa do meio ambiente, passando também pela guerra em Gaza, migração, competitividade econômica e defesa da democracia.

10 set 2025 - 07h04
Compartilhar
Exibir comentários

Em mensagem ao Parlamento Europeu, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destrinchou, durante cerca de uma hora, os assuntos mais espinhosos enfrentados atualmente pela União Europeia. No discurso, batizado de Estado da União, a chefe do bloco faz anualmente um balanço e apresenta projeções para o seu mandato. Desta vez, os temas foram da Guerra na Ucrânia às medidas em defesa do meio ambiente, passando também pela guerra em Gaza, migração, competitividade econômica e defesa da democracia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em seu discurso sobre o estado da União no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no leste da França, na quarta-feira, 10 de setembro de 2025.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em seu discurso sobre o estado da União no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, no leste da França, na quarta-feira, 10 de setembro de 2025.
Foto: AP - Pascal Bastien / RFI

Artur Capuani, correspondente da RFI em Bruxelas,

Subindo o tom contra Israel, a chefe do poder executivo europeu criticou a utilização da fome como uma arma de guerra e anunciou que vai solicitar ao Conselho Europeu a imposição de sanções contra "ministros israelenses extremistas e colonos violentos" que realizam a expansão dos assentamentos na Cisjordânia.

"O que está acontecendo em Gaza abalou a consciência do mundo. Pessoas mortas enquanto imploravam por comida. Mães segurando bebês sem vida. Essas imagens são simplesmente catastróficas. A fome provocada pelo homem nunca pode ser uma arma de guerra", declarou.

"As ações e declarações dos ministros mais extremistas do governo israelense incitam a violência. Tudo isso aponta para uma clara tentativa de minar a solução de dois Estados. De minar a visão de um Estado palestino viável, e não devemos deixar que isso aconteça", afirmou Von der Leyen, que também indicou a criação de um "grupo de doação" para a Palestina com instrumentos dedicados à reconstrução de Gaza.

O Acordo de Associação entre União Europeia e Israel também entrou na mira da presidente da Comissão, que propôs a suspensão da seção comercial da parceria. Esse tratado está em vigor desde o ano 2000 e esteve recentemente no foco da chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas.

A política estoniana iniciou uma investigação pela violação de um artigo em defesa dos direitos humanos, mas viu o Conselho Europeu enterrar seus esforços por medidas mais concretas contra o governo de Benjamin Netanyahu. 

Durante sessão no Parlamento Europeu, os grupos políticos dos Socialistas, Verdes e Esquerda vestiram vermelho em solidariedade a Gaza.

Defesa do acordo da UE-Mercosul

Numa transição inusitada em seu discurso, que provocou certa incompreensão nos eurodeputados, Ursula Von der Leyen passou da guerra em Gaza para a competitividade econômica. Nesse bloco, o acordo Mercosul foi citado e defendido por ela.

"Nossos agricultores precisam de concorrência justa e igualdade de condições. Isso é essencial. É por isso que temos salvaguardas robustas em nosso acordo comercial com o Mercosul apoiadas por financiamento e, caso seja necessária, compensação", explicou Von der Leyen.

O tratado com o bloco sul-americano foi mencionado uma segunda vez pela chefe da Comissão quando abordada a guerra tarifária global.

"Em um momento em que o sistema comercial global está se desintegrando, estamos garantindo as regras globais por meio de acordos bilaterais. Como com o México ou o Mercosul. O mundo quer fazer negócio e nós queremos fazer negócio com o mundo", declarou von der Leyen.

Com a iminência da aprovação do acordo, mesmo os países mais contrários como França e Polônia já diminuíram sua oposição e prometeram debater os "gatilhos de defesa" incluídos no texto pela Comissão.

Na semana passada, a Comissão Europeia entregou oficialmente o acordo com o Mercosul, encaminhando o documento para a etapa mais difícil da aprovação interna: o Conselho Europeu.

No órgão que reúne os 27 chefes de estado e de governo do bloco, o texto vai passar primeiro por uma discussão ao nível ministerial, para depois subir degraus e ir à votação dos líderes. O presidente do Conselho, o português António Costa, espera aprovar o acordo até o fim do ano.

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade