Diante do avanço do negacionismo nazista, memorial de Auschwitz lança nova ferramenta digital
Poucos meses após as comemorações dos 80 anos da libertação do campo de Auschwitz-Birkenau, os responsáveis pelo memorial apresentam uma nova ferramenta digital para ajudar a combater o negacionismo do Holocausto, período em que cerca de seis milhões de judeus europeus foram exterminados.
Poucos meses após as comemorações dos 80 anos da libertação do campo de Auschwitz-Birkenau, os responsáveis pelo memorial apresentam uma nova ferramenta digital para ajudar a combater o negacionismo do Holocausto, período em que cerca de seis milhões de judeus europeus foram exterminados.
Adrien Sarlat, correspondente da RFI em Varsóvia
"O [cristal venenoso] Zyklon B era usado apenas para desinfetar o campo de concentração" ou "As chaminés do campo nunca funcionaram": na tentativa de conter a disseminação dessas teorias negacionistas sobre os horrores nazistas na internet, o museu de Auschwitz-Birkenau lançou seu novo projeto Stop Denial ("Pare o negacionismo").
A iniciativa consiste em um guia prático sobre como reagir diante de conteúdos que negam a existência do Holocausto. Segundo Bartosz Bartyzel, porta-voz do memorial, esse tipo de publicação tem se multiplicado:
"Nos últimos anos, as teorias negacionistas, antes restritas a grupos específicos, vêm alcançando cada vez mais o grande público. E acredito que é responsabilidade de todos nós, coletivamente, combatê-las."
"Não acredito que seja possível convencer os negacionistas"
O protocolo é simples: ao se deparar com esse tipo de conteúdo, basta consultar o site do memorial, que oferece respostas documentadas e prontas para serem usadas contra os argumentos negacionistas mais comuns. O internauta só precisa copiar e colar.
"Não acredito que seja possível convencer os negacionistas, mas o problema é que pessoas sem conhecimento sobre o assunto são vulneráveis e podem acabar acreditando em uma versão falsa da história", explica Bartosz Bartyzel, porta-voz do memorial de Auschwitz.
Em 2025, um terço dos franceses com menos de 30 anos ainda considera "exagerado" o número de seis milhões de vítimas do Holocausto.