Controladores aéreos franceses convocam greve e afetam voos em Paris
A Direção-Geral da Aviação Civil (DGAC) francesa pediu nesta terça-feira (1º) às companhias aéreas que cancelem um quarto dos seus voos de partida ou chegada nos grandes aeroportos parisienses na quinta-feira (3), primeiro dia de uma greve dos controladores de tráfego aéreo.
A Direção-Geral da Aviação Civil (DGAC) francesa pediu nesta terça-feira (1º) às companhias aéreas que cancelem um quarto dos seus voos de partida ou chegada nos grandes aeroportos parisienses na quinta-feira (3), primeiro dia de uma greve dos controladores de tráfego aéreo.
Às vésperas das férias escolares de verão no hemisfério norte, a greve, iniciada por dois dos três mais importantes sindicatos de controladores de tráfego aéreo do país, que protestam especialmente contra a "falta estrutural de pessoal", afetará particularmente os aeroportos do sul da França. Com isso, a DGAC anunciou uma redução pela metade dos programas de voo em Nice, o terceiro maior aeroporto francês, bem como em Bastia e Calvi, na Córsega.
A administração, que busca adequar o número de controladores em seus postos ao volume de voos a gerenciar para evitar maiores perturbações, também solicitou o cancelamento de 30% dos voos de partida e chegada em Lyon, Marselha, Montpellier, Ajaccio e Figari, acrescentou em um comunicado.
Além das conexões para os aeroportos parisienses de Paris-Charles-de-Gaulle e Orly, os dois maiores do país, a DGAC exigiu que as companhias aéreas cancelassem um quarto de seus voos em Beauvais, um aeroporto dedicado a viagens "low-cost" próximo à capital, onde estão baseadas, entre outras, aeronaves da companhia irlandesa Ryanair.
"Apesar dessas medidas preventivas, perturbações e atrasos importantes são esperados em todos os aeroportos franceses", alertou a administração.
Após duas reuniões de "conciliação" infrutíferas com a DGAC, a última na segunda-feira, o segundo sindicato dos controladores, UNSA-ICNA, manteve sua convocação à greve na quinta (3) e sexta-feira (4).
A organização sindical, que obteve 17% dos votos nas últimas eleições profissionais, considerou que a administração não ofereceu "nenhuma resposta aos alertas transmitidos há semanas", e citou entre suas queixas "projetos técnicos fracassados" e uma "gestão tóxica".
"A DGAC reconhece as dificuldades relacionadas à situação de falta crônica de pessoal, que afetam a qualidade do serviço prestado às companhias aéreas. É precisamente para remediar isso que defende um plano ambicioso de recrutamento, inserido em uma estratégia plurianual, para garantir um serviço eficiente e seguro", havia afirmado a administração na semana passada.
A instituição também expressou "profundo pesar pela escolha dessas datas (3 e 4 de julho), que correspondem aos dias mais movimentados do ano, devido ao grande número de partidas de férias nesse período".
O UNSA-ICNA foi acompanhado na última quinta-feira por outro sindicato de controladores, o USAC-CGT (16% dos votos), que também denunciou um "contexto social fortemente degradado" na DGAC, mas convocou greve apenas para o dia 3 de julho.
"A DGAC parece não ter medido o nível de exasperação de seus agentes", afirmou a USAC-CGT na segunda-feira.
O principal sindicato dos controladores, o SNCTA (60% dos votos), disse à AFP que não está convocando greve.
(Com AFP)