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Europa

Casal é condenado à prisão por deixar filho autista em cárcere privado

Jovem de 22 anos foi encontrado em 2020 em um sótão, desidratado e rodeado de sujeira em Sheffield, Inglaterra.

18 fev 2022 - 19h08
(atualizado às 19h15)
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Lorna Hewitt, 43 anos, e o marido Craig Hewitt, 42, foram condenados a seis anos de prisão por terem mantido em cárcere privado o filho deles, que é autista e ficou preso por sete meses em um sótão na casa da família em Sheffield, Inglaterra.

Matthew Langley, 22, pesava apenas 39 kg e estava "a dias da morte" quando foi encontrado em junho de 2020.

No julgamento na tribunal de Sheffield, foi revelado que Langley tinha dificuldades de aprendizado e sofria de síndrome do intestino irritável, incontinência dupla e artrite. Ele estava gravemente desidratado quando foi encontrado no sótão, espaço que segundo os socorristas estava cheio de lixo, vômito e fezes.

Os jurados ouviram que a mãe e o padrasto de Langley o impediram de frequentar a faculdade e cancelaram uma série de consultas médicas nos sete meses que o jovem passou trancado.

Socorristas encontraram jovem desidratado em sótão na casa da família
Socorristas encontraram jovem desidratado em sótão na casa da família
Foto: BBC News Brasil

O juiz Michael Slater descreveu as ações de Lorna Hewitt como "um grave abuso de confiança de uma mãe em relação ao seu filho". Já em relação ao padrasto, Slater disse que ele "não era um homem deliberadamente cruel", mas foi cúmplice em abrir mão dos cuidados de Langley em uma trama construída pelo casal.

O advogado de defesa afirmou que Lorna Hewitt sofre de transtorno do estresse pós-traumático por uma experiência de infância, que afetou a vida adulta.

O casal também foi condenado por causar ou permitir que um adulto vulnerável sofresse sérios danos físicos.

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