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Bombardeio russo atinge prédio residencial e mata vários civis na Ucrânia

Um míssil russo atingiu um prédio residencial na cidade de Kharkiv, na madrugada deste sábado (7). Outras regiões ucranianas também foram visadas pela série de mísseis e drones lançados pela Rússia nesta manhã. Segundo o último balanço, ao todo, 12 pessoas morreram nos bombardeios, a maioria delas em Kharkiv.

7 mar 2026 - 10h48
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Um prédio residencial de Kharkiv, no leste da Ucrânia, que era a segunda cidade mais populosa do país antes da guerra, foi destruído pelo bombardeio russo. Dez pessoas morreram no ataque, mas o balanço de mortos ainda pode aumentar. As equipes de resgate buscam vítimas entre os escombros do edifício de estilo soviético.

Os bombeiros ucranianos combatem o incêndio provocado pelo bombardeio russo a um prédio em Kharkiv, neste sábado, 7 de março de 2026.
Os bombeiros ucranianos combatem o incêndio provocado pelo bombardeio russo a um prédio em Kharkiv, neste sábado, 7 de março de 2026.
Foto: AFP - SERGEY BOBOK / RFI

"Desde a madrugada, os escombros de um prédio residencial em Kharkiv estão sendo removidos após um ataque com míssil balístico russo", informou o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, em uma mensagem nas redes sociais.

O prefeito da cidade, Igor Terekhov, detalhou que entre as vítimas do prédio estão duas mulheres que morreram ao lado dos filhos. Os ataques também deixaram mortos e feridos em outras regiões. Em Dnipropetrovsk, no leste, uma pessoa morreu, e em Sumy, na fronteira com a Rússia, um jovem de 24 anos faleceu quando seu carro foi atingido por um drone, anunciaram as autoridades locais.

Em Zaporíjia, um ataque russo deixou um bebê ferido. O balanço das autoridades locais indica ainda três feridos em Kiev e dois em Chuhuiv, na região de Kharkiv.

Série de ataques

Zelensky afirmou que a Rússia lançou 29 mísseis e 480 drones contra o território ucraniano. Durante a noite, o alerta de ataque aéreo foi acionado em todo o país. Segundo o presidente, os bombardeios também atingiram a infraestrutura energética e ferroviária ucraniana.

Moscou confirmou um "ataque em larga escala de alta precisão" contra alvos militares na Ucrânia. A Rússia, no entanto, nega sistematicamente atingir infraestruturas civis.

Negociações estagnadas

Durante o ataque noturno russo, a Força Aérea da Polônia informou na rede social X que mobilizou aviões militares para proteger seu espaço aéreo nas regiões fronteiriças com a Ucrânia. A medida é adotada com frequência por Varsóvia em momentos de ofensivas em larga escala da Rússia.

O ataque russo desta madrugada aconteceu depois de uma troca de 500 prisioneiros de cada lado entre Moscou e Kiev na sexta-feira (6). A troca é resultado do acordo firmado durante negociações recentes em Genebra entre os dois países. O diálogo, no entanto, parece paralisado pela falta de avanços significativos e pelo início da guerra no Oriente Médio.

A Ucrânia informou a intenção de se organizar uma nova rodada de negociações esta semana em Abu Dhabi. Mas a capital dos Emirados Árabes Unidos foi uma das cidades atingidas pelos mísseis e drones iranianos nos últimos dias, em represália à ofensiva de Israel e dos Estados Unidos contra o Irã.

Zelensky sugeriu que o próximo encontro poderia acontecer na Suíça ou na Turquia. Os dois países já receberam rodadas anteriores de negociações.

Capacidade de defesa da Ucrânia ameaçada

A guerra no Oriente Médio também pode ter consequências para a capacidade de defesa da Ucrânia. O país depende em grande medida do fornecimento de armas dos Estados Unidos.

O comissário da União Europeia para a Defesa, Andrius Kubilius, advertiu na sexta-feira que Washington não terá capacidade de garantir mísseis para seu próprio Exército, para os aliados no Golfo afetados pelos ataques de Teerã e para a Ucrânia. "Ficou ainda mais urgente para a Europa aumentar a produção de sistemas de defesa aérea e de mísseis balísticos", insistiu Kubilius.

Com AFP

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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