Acusada de matar amiga foi arranhada, afirma testemunha
A estudante americana Amanda Knox, acusada de ligação com a morte da colega britânica Meredith Kercher, estava com um arranhão no pescoço horas depois do assassinato, de acordo com uma testemunha citada no tribunal de Perugia, na Itália, que julga o caso neste sábado.
O corpo de Meredith foi encontrado no dia 2 de novembro de 2007 em seu quarto, no apartamento que ela dividia com Amanda. Ela estava parcialmente vestida e tinha um corte na garganta, possivelmente feito com um canivete. As autoridades acreditam que Meredith foi morta por recusar-se a participar de uma orgia.
Laura Mezzetti, uma italiana que dividiu apartamento com as duas jovens, fez a afirmação na delegacia onde aguardava para ser interrogada. "Amanda tinha um ferimento no pescoço e eu notei porque sabia que Meredith tinha morrido com um corte no pescoço", disse Laura.
Questionada sobre por que não teria falado a respeito do arranhão na primeira vez em que foi ouvida, Laura disse que achou que a lesão era perceptível por qualquer um que olhasse para Amanda.
A americana e seu namorado na época, o italiano Raffaele Sollecito, 24 anos, estão sendo julgados pelas acusações de homicídio e violência sexual. Eles negam ligação com o crime. O terceiro acusado, o marfinense Rudy Hermenn, foi condenado no ano passado a 30 anos de prisão depois de solicitar um julgamento rápido.
Neste sábado, Amanda chegou ao tribunal escoltada por policias, vestindo uma camiseta com a frase "All You Need Is Love" (Tudo o que você precisa é amor). De acordo com a agência AP, a jovem não demonstrava nervosismo.