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Europa Ocidental tem período de junho-julho mais quente já registrado

Temperaturas acima da média se aliaram a estiagem severa na região

10 ago 2026 - 08h34
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A Europa Ocidental registrou o período de junho e julho mais quente já observado, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (10) pelo Copernicus, programa da União Europeia para a observação da Terra.

    O calor extremo foi acompanhado pelo agravamento da seca em grande parte da região e pelo aumento de incêndios florestais, sobretudo em países como Espanha, França e Itália.

    Segundo o Copernicus, a temperatura média combinada na Europa Ocidental em junho e julho foi de 21,62ºC, superando o recorde estabelecido em 2022, reflexo de um período marcado por intensas ondas de calor que fizeram os termômetros subirem para níveis acima da média para a estação.

    "Este é um exemplo claro de como as mudanças climáticas estão intensificando o calor extremo, com a seca e o calor se alimentando mutuamente cada vez mais", disse Samantha Burgess, do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, órgão que opera o Copernicus.

    Em julho, países como Áustria, Itália, Espanha e França sofreram com a estiagem, com rios como Danúbio, Pó, Sena e Reno registrando níveis abaixo da média para o período.

    Ainda segundo o Copernicus, a temperatura média da superfície dos oceanos extrapolares em julho de 2026 foi a mais alta já registrada para o mês, atingindo 20,96°C e superando o recorde anterior de 2023 (20,89°C). Na Europa, os maiores valores foram observados no Atlântico e no Mediterrâneo Ocidental, associados a ondas de calor marinhas de intensidade forte a grave.

    O recorde foi impulsionado em parte pelo fenômeno El Niño no Pacífico equatorial, cujas condições tendem a se intensificar nos próximos meses.

    "Estamos enfrentando agora um El Niño de grande magnitude, possivelmente sem precedentes em termos de amplitude", declarou o diretor do Copernicus, Carlo Buontempo. .

Ansa - Brasil
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