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EUA revelam lista polêmica com 210 aliados de Putin

Lista inclui políticos de alto escalão e oligarcas russos

30 jan 2018 - 08h16
(atualizado às 08h59)
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EUA revela lista polêmica com 210 aliados de Putin
EUA revela lista polêmica com 210 aliados de Putin
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O governo dos Estados Unidos divulgou na noite de ontem (29) uma polêmica lista com os nomes de políticos, empresários e oligarcas russos ligados ao presidente Vladimir Putin e os quais teriam se beneficiado das relações com o líder do Kremlin.

A lista, elaborada pelo Tesouro dos EUA, é composta por 210 pessoas, sendo 114 políticos e 96 oligarcas, como o magnata petroleiro Roman Abramovich, dono do Chelsea; o empresário Oleg Deripaska; e o bilionário Vladimir Potanin. Entre os altos funcionários políticos do Kremlin, estão o premier Dmitri Medvedev, o chanceler Serguei Lavrov e vários assessores e chefes da inteligência.

A "Putin-list", como tem sido chamada pela imprensa internacional, era esperada devido a uma lei aprovada no Congresso para aplicar novas sanções contra a Rússia pelas suspostas interferências de Moscou nas eleições presidenciais norte-americanas em 2016. O objetivo era identificar os aliados de Putin que seriam alvo das sanções.

No entanto, o Departamento de Estado e gabinete de Donald Trump informaram que não serão impostas novas sanções à Rússia neste momento, demonstrando confiança nas restrições já aplicadas, as quais afetam a venda de armas do país.

Mesmo assim, o presidente da Comissão Parlamentar de Relações Exteriores da Rússia na Duma (Câmara Baixa), Leonid Slutsky, disse que a lista "complicará" as relações já tensas entre os dois países.

"A 'Putin-list', que compreende, basicamente, a administração pública inteira da Rússia e os líderes das principais corporações estatais, mina a possibilidade de um diálogo extra, que já está em seu nível mais baixo, com os EUA", disse Slutsky

"Até onde sei, não estamos em guerra. Essa publicação viola completamente todos os princípios de cooperação internacional. Não tem precedentes", advertiu.

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