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EUA iniciam bloqueio a portos do Irã; Teerã ameaça retaliar

13 abr 2026 - 09h02
(atualizado em 14/4/2026 às 11h14)
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As Forças Armadas dos EUA iniciaram um bloqueio aos ‌navios que saem dos portos do Irã nesta segunda-feira, e Teerã ameaçou retaliar os portos de seus vizinhos do Golfo, depois que as negociações do fim de semana não conseguiram chegar a um acordo para acabar com a guerra.

Os preços do petróleo voltaram a subir, ultrapassando os US$100 por barril, sem sinais de uma rápida reabertura do Estreito de Ormuz para ⁠aliviar a maior interrupção no fornecimento de energia da história, e com crescentes preocupações sobre a ‌durabilidade do acordo de cessar-fogo de duas semanas firmado na semana passada.

Trump afirmou que o Irã entrou em contato na segunda-feira e demonstrou interesse em chegar a um acordo, mas ‌que não sancionará nenhum acordo que permita a Teerã ‌possuir armas nucleares.

"O Irã não terá armas nucleares", disse Trump a jornalistas na Casa ⁠Branca. "Não podemos deixar um país chantagear ou extorquir o mundo."

Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã praticamente fechou o estreito para todas as embarcações, exceto as suas próprias, dizendo que a passagem de navios só seria permitida sob controle iraniano e sujeita a uma taxa.

Trump afirmou anteriormente que Washington bloquearia embarcações iranianas e quaisquer navios que pagassem ‌tais pedágios, e que quaisquer navios iranianos de "ataque rápido" que se aproximassem do bloqueio seriam eliminados.

O ‌brigadeiro-general Reza Talaei-Nik, porta-voz do Ministério ⁠da Defesa do Irã, ⁠alertou que os esforços de militares estrangeiros para policiar o estreito agravariam a crise e a instabilidade ⁠na segurança energética global.

Aliados da Otan, incluindo Reino ‌Unido e França, declararam que não ‌se envolveriam no conflito participando do bloqueio, enfatizando, em vez disso, a necessidade de reabrir a hidrovia, por onde normalmente passa cerca de um quinto do petróleo mundial.

CESSAR-FOGO SOB PRESSÃO

O cessar-fogo que interrompeu seis semanas de ataques aéreos dos EUA e de ⁠Israel está ameaçado, com apenas uma semana restante, depois que Washington disse que Teerã havia rejeitado suas demandas nas negociações em Islamabad, as discussões de mais alto nível desde a Revolução Islâmica de 1979 do Irã.

O Comando Central Regional das Forças Armadas dos EUA disse que o bloqueio será "aplicado imparcialmente contra embarcações de ‌todas as nações" que entrarem ou saírem de portos iranianos no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.

"O bloqueio não impedirá a passagem de trânsito neutro pelo Estreito de Ormuz ⁠com destino ou origem em países não iranianos", declarou o Comando Central em um comunicado visto pela Reuters nesta segunda-feira.

Dois navios-tanque ligados ao Irã, o Aurora e o New Future, carregados de produtos petrolíferos e diesel, deixaram o estreito na segunda-feira, pouco antes de o bloqueio dos EUA entrar em vigor, de acordo com dados do provedor LSEG.

Um porta-voz militar iraniano, citado pela mídia estatal, disse que quaisquer restrições dos EUA a embarcações em águas internacionais seriam ilegais e equivaleriam a "pirataria". Se os portos iranianos forem ameaçados, nenhum porto no Golfo ou no Golfo de Omã permaneceria seguro, declarou o porta-voz.

Mais cedo, a Guarda Revolucionária do Irã disse que qualquer embarcação militar que se aproximasse do estreito seria considerada como tendo violado o cessar-fogo.

Trump afirmou que a Marinha iraniana foi "completamente aniquilada" durante a guerra, acrescentando que restou apenas um pequeno número de "navios de ataque rápido".

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