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EUA impõem novas sanções a neto de Raúl Castro e a empresas cubanas

3 set 2026 - 18h26
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Resumo
Os Estados Unidos intensificaram o bloqueio a Cuba ao aplicar sanções a um neto de Raúl Castro, a um banco estatal e a quatro empresas dos setores de mineração e energia. A medida agrava a profunda crise energética e de desabastecimento na ilha, que já corre risco humanitário segundo a ONU. Washington acusa o regime de repressão e ameaça à segurança, enquanto o governo cubano culpa as sanções pela crise e tenta atrair investimento estrangeiro com novas reformas econômicas para resistir à pressão.

Os EUA impuseram, nesta quinta-feira, novas sanções ‌a cinco empresas cubanas e a um neto do líder revolucionário Raúl Castro, de 95 anos, enquanto o governo Trump intensifica a pressão econômica sobre a ilha caribenha governada pelos comunistas.

O Departamento de Estado dos EUA informou que estava sancionando Fidel Ernesto Castro, de 31 anos, por ser um parente adulto de outros membros da ⁠família Castro que já estavam sob sanções.

 Seu avô foi uma figura fundamental da revolução ‌cubana de 1959 e liderou o país a partir de 2006, quando seu irmão, Fidel Castro, adoeceu. Ele exerceu a Presidência até 2018, mas continua a ‌exercer influência significativa no governo.

Washington também impôs sanções ao ‌Banco Exterior de Cuba, um banco estatal, a duas empresas envolvidas na ⁠indústria de mineração de níquel de Cuba e a duas empresas atuantes no setor energético cubano, que passa por dificuldades, incluindo uma empresa importadora de petróleo.

SITUAÇÃO GRAVE EM CUBA: ONU

Desde o início deste ano, os EUA impuseram um bloqueio ao acesso de Cuba ao petróleo, ameaçando aplicar tarifas sobre mercadorias de países que continuem a ‌enviar suprimentos para lá.

Isso agravou uma rede elétrica já frágil, causando repetidos apagões em todo ‌o país e limitando ⁠ainda mais o transporte ⁠de mercadorias e o acesso da população aos serviços de saúde. A Organização das Nações Unidas ⁠alertou que a situação pode se transformar ‌em uma crise humanitária.

O secretário ‌de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que as últimas sanções foram uma resposta às elites cubanas que supostamente se enriquecem às custas da população e buscam "exportar a ideologia marxista subversiva para os Estados Unidos".

"As elites do regime ⁠comunista de Cuba governam um Estado falido onde os cubanos comuns passam fome", disse ele em uma postagem no X.

O Ministério das Relações Exteriores de Cuba não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Em entrevista publicada no jornal estatal Granma na manhã desta quinta-feira, o ministro das ‌Relações Exteriores, Bruno Rodríguez, acusou Washington de ser responsável pela crise em Cuba e de inventar as ameaças que o país supostamente representa.

"A verdade é que Cuba ⁠não ameaça a segurança nacional dos EUA nem a economia norte-americana, nem deseja fazê-lo", disse ele. "A acusação de que Cuba supostamente patrocina o terrorismo, na verdade, revela a falta de seriedade do governo dos EUA."

Washington tem afirmado que suas medidas contra Cuba são uma resposta a uma ameaça à segurança nacional, alegando que o governo cubano apoia grupos terroristas e restringe os direitos humanos. Também afirma que deseja mudar a atual estrutura de poder.

Mais tarde, nesta quinta-feira, Cuba divulgou novas regulamentações destinadas a atrair investimento estrangeiro, comércio e turismo para a ilha caribenha, à medida que continua a adotar reformas de livre mercado em meio à pressão dos EUA e à crise econômica.

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