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EUA e Irã entram em choque na ONU após Teerã ganhar papel em conferência sobre TNP

27 abr 2026 - 21h09
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Os Estados Unidos e o Irã ‌entraram em choque na Organização das Nações Unidas nesta segunda-feira sobre o programa nuclear iraniano e a escolha do país para ser um entre dezenas de vice-presidentes em uma conferência de um mês para revisar o Tratado de Não-Proliferação Nuclear.

A 11ª conferência para analisar a implementação do TNP, que entrou em ⁠vigor em 1970, começou nesta segunda-feira na ONU, em Nova York. Diferentes grupos ‌indicaram 34 vice-presidentes da conferência, e o presidente da conferência, o embaixador do Vietnã na ONU, Do Hung Viet, disse que o Irã foi escolhido ‌pelo "grupo de Estados não alinhados e outros".

Christopher Yeaw, ‌secretário-assistente do Escritório de Controle de Armas e Não Proliferação dos ⁠EUA, disse na conferência que a escolha do Irã foi uma "afronta" ao TNP.

Ele disse que era "indiscutível que o Irã há muito tempo demonstra seu desprezo pelos compromissos de não proliferação do TNP" e se recusou a cooperar com o órgão de vigilância nuclear da ONU para resolver questões sobre seu ‌programa.

Ele classificou a escolha do Irã de "além de vergonhosa um constrangimento para a credibilidade ‌desta conferência".

Reza Najafi, que ⁠atua como embaixador ⁠de Teerã na Agência Internacional de Energia Atômica, rejeitou a declaração dos EUA como "sem fundamento ⁠e politicamente motivada".

"É indefensável que os Estados ‌Unidos, como o único Estado ‌que já usou armas nucleares e que continua a expandir e modernizar seu arsenal nuclear... busque se posicionar como árbitro de compliance", disse ele na reunião.

A questão nuclear tem sido o centro da guerra de ⁠dois meses dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, com o presidente dos EUA, Donald Trump, reiterando no domingo que o Irã nunca poderá ter uma arma nuclear.

O Irã há muito tempo exige que Washington reconheça seu direito de enriquecer urânio, que Teerã ‌diz buscar apenas para fins pacíficos, mas que as potências ocidentais dizem que poderia ser usado para fabricar armas nucleares.

O Irã tem insistido que ⁠não busca armas nucleares. Mas a AIEA e a comunidade de inteligência dos EUA avaliaram separadamente que Teerã tinha um programa de desenvolvimento de armas nucleares que foi encerrado em 2003.

Fontes iranianas divulgaram nesta segunda-feira a mais recente proposta de Teerã para encerrar o conflito, que deixaria de lado a discussão sobre o programa nuclear de Teerã até que a guerra terminasse e as disputas sobre o transporte marítimo do Golfo Pérsico fossem resolvidas.

Trump e seus principais assessores de segurança nacional se reuniram para discutir o conflito nesta segunda-feira e a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse aos repórteres que "as linhas vermelhas do presidente com relação ao Irã ficaram muito, muito claras, não apenas para o público norte-americano, mas também para eles".

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