EUA apreendem dois navios petroleiros ligados à Venezuela
Embarcações colocavam 'segurança' do Ocidente em risco, diz Washington
Os Estados Unidos capturaram nesta quarta-feira (7) dois navios petroleiros ligados à Venezuela no Oceano Atlântico.
A primeira apreensão ocorreu com a petroleira conhecida anteriormente como Bella-1, com bandeira da Guiana, mas rebatizada de Marinera ao ter sua bandeira trocada pela da Rússia, aliada do governo venezuelano, após uma perseguição de mais de duas semanas que contou com a participação da Marinha de Moscou, a qual tentou impedir o sequestro da embarcação.
Historicamente, o navio transportava petróleo venezuelano, mas no momento da captura, estava vazio.
Segundo anúncio no X do Comando Europeu dos EUA, a operação se deu em parceria entre os Departamentos de Justiça, de Segurança Interna e da Defesa.
De acordo com a nota, o navio foi apreendido no Atlântico Norte em cumprimento a um mandado expedido por um tribunal federal americano, depois de ser rastreado por uma unidade da Guarda Costeira do país.
"Esta apreensão cumpre a proclamação do presidente dos EUA que visa embarcações sancionadas que ameaçam a segurança e a estabilidade do Hemisfério Ocidental", explicou o Comando Europeu dos EUA.
A Rússia denunciou o sequestro da embarcação, chamando a operação de "ilegal".
"A abordagem ao petroleiro russo Marinera, antigo Bella 1, em alto mar por forças americanas violou a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar de 1982", declarou o Ministério dos Transportes de Moscou, citado pela agência Ria Novosti.
Após a captura do Marinera, o Comando do Sul dos EUA comunicou no X que o país apreendeu outro petroleiro ligado à Venezuela, o M/T Sophia, com bandeira de Camarões para despistar os americanos.
"A embarcação interceptada, M/T Sophia, operava em águas internacionais e estava envolvida em atividades ilícitas no Mar do Caribe. Nossa Guarda Costeira está escoltando-a até os EUA", disse o comando.
A apreensão dos dois navios se dá após Washington impor bloqueio "total" a todos os petroleiros sancionados que entrem e saiam da Venezuela, em meados de dezembro.
No final de semana, o governo de Donald Trump atacou o país sul-americano e capturou o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores, levando-os à força para Nova York para serem julgados por supostos crimes ligados ao narcotráfico.
Além disso, Trump anunciou que a Venezuela entregará aos EUA entre 30 milhões e 50 milhões de barris de petróleo após a queda de Maduro.