EUA alertam que dispositivos da Siemens podem ser hackeados em meio a temores de que Irã esteja invadindo estações de tratamento de água
Várias agências do governo dos EUA alertaram que hackers não identificados estão tentando invadir dispositivos fabricados pela Siemens, utilizados para monitorar e operar instalações de abastecimento de água e outros sistemas de infraestrutura crítica, de acordo com um comunicado sobre segurança cibernética publicado nesta quarta-feira.
O alerta surge em meio a uma onda de incidentes cibernéticos que têm como alvo sistemas locais de abastecimento de água em vários Estados nas últimas semanas, em ataques que especialistas em segurança cibernética suspeitam estarem ligados ao Irã.
O comunicado descreve uma "ameaça ativa" a todos os controladores lógicos programáveis da série S7 da Siemens em diversos setores de infraestrutura crítica, incluindo manufatura, energia, água e esgoto, química, alimentos e agricultura, de acordo com o alerta emitido pela Agência de Segurança Nacional (NSA), pelo FBI, pelo Departamento de Energia, pela Agência de Proteção Ambiental e pela Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura (Cisa) do Departamento de Segurança Interna.
Dependendo das circunstâncias específicas, a violação desses dispositivos pode levar à interrupção de processos críticos, incidentes de segurança, tempo de inatividade ou danos aos equipamentos, comprometimento de dados confidenciais, violações de conformidade e impactos em cascata em sistemas interconectados, alertou o governo.
A Siemens não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
De acordo com o comunicado, os hackers estão usando IA para reduzir drasticamente o conhecimento técnico e o tempo necessários para desenvolver ferramentas de exploração de vulnerabilidades capazes de comprometer os sistemas com sucesso, afirmaram as agências.
A Cisa alertou, em 30 de julho, sobre um aumento significativo no número de hackers visando controladores lógicos programáveis, dando continuidade a um comunicado de 22 de julho que alertava sobre hackers afiliados ao Irã explorando tais dispositivos fabricados pela Siemens, Rockwell Automation e Schneider Electric.
Autoridades federais evitaram vincular formalmente o Irã aos recentes ataques a sistemas locais de abastecimento de água, enquanto o presidente Donald Trump afirmou, em 31 de julho, que não acreditava que o Irã estivesse envolvido. Em vez disso, ele atribuiu a culpa a Minnesota, o primeiro Estado a relatar uma onda de pelo menos 30 incidentes cibernéticos relacionados ao abastecimento de água, ocorridos em 26 e 27 de julho.
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