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Estados Unidos

Veja a situação nos Estados que fazem fronteira com o México

15 ago 2010 - 12h59
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Felipe Franke

Mais que o limite territorial entre dois países, a fronteira que separa México e Estados Unidos também representa uma divisão simbólica entre as Américas Anglo-saxônica e Latina. São dois mundos de histórias muito distintas desde a colonização europeia, mas cujos limites e pontos de toque gradualmente vão se tornando mais evidentes e complexos.

Na Califórnia, 30% dos 36 milhões de habitantes falam espanhol; no Arizona, um quarto da população de 6,6 milhões domina o idioma; no Novo México, dos 2 milhões habitantes, 30% falam espanhol; e no Texas, entre 25 milhões, 35% é de origem hispânica
Na Califórnia, 30% dos 36 milhões de habitantes falam espanhol; no Arizona, um quarto da população de 6,6 milhões domina o idioma; no Novo México, dos 2 milhões habitantes, 30% falam espanhol; e no Texas, entre 25 milhões, 35% é de origem hispânica
Foto: Terra

Atraídos pelas possibilidades de uma maior qualidade de vida, muitos estrangeiros buscam a América. Como resultado da exigente política de imigração dos EUA, estima-se que 12 milhões de imigrantes ilegais vivam sobre solo estadunidense. Por ano, entram 500 mil. A fronteira do México, com 3.138 km e 42 pontos de passagem, é uma das maiores portas de entrada "pelos fundos" da casa do Tio Sam. É a segunda maior fronteira do mundo, somente atrás da que separa EUA e Canadá.

Os EUA, enquanto por um lado utilizam a mão de obra estrangeira e até veem com algum orgulho a cultura latina crescer paulatinamente no seu cenário nacional, por outro, investem dinheiro e preocupação militarizando a fronteira, instalando câmeras, armando guardas e construindo muros, temeroso dos danos e perigos que os imigrantes ilegais supostamente representam. Recentemente, por exemplo, o Congresso aprovou um aumento no contingente da Patrulha da Fronteira (Border Control) para 20 mil pessoas - é o maior da história.

Confira números e dados de Califórnia, Arizona, Novo México e Texas, os quatro Estados americanos da fronteira mexicana. Veja como estão reagindo ao debate da imigração que a Lei do Arizona voltou a atiçar, mesmo depois de rejeitada em âmbito federal.

Califórnia

Dos seus 36 milhões de habitantes, cerca de 30% falam espanhol como primeira língua. Atualmente, é governada pelo republicano Arnold Schwarzenegger.

Embora seja uma das maiores economias americanas, a Califórnia sofreu os fortes impactos da crise economica mundial. O Governo gasta com serviços sociais destinados a pessoas mais pobres, o que inclui os imigrantes ilegais. A população hispânica californiana é grande, e muitos são empregados ilegalmente.

A questaão deve desempenhar um peso forte mas ainda incerto nas eleições de novembro. Steve Pizner, um dos republicanos com ambições de Governo, apontou que a questão da imigração é a 'única' que importa ao eleitorado. "A todos os lugares que vou, vejo pessoas explodindo em aplausos quando eu começo a falar (sobre o assunto)", disse depois de um encontro político no qual havia letreiros passando o lema "Nao à anistia: pare a imigracao ilegal".

Arizona

O Arizona tem 6,6 milhoes de habitantes, dos quais um quarto fala espanhol. É o Estado com a segunda maior parcela da fronteira. Atualmente, é governado pelo republicano Jan Brewer.

Em 2007, o Arizona transformou em lei uma proposta que proibia um empregador de contratar, consciente ou intencionalmente, um imigrante ilegal. O Lawa (Legal Arizona Workers Act, ou Ato dos Trabalhadores da Legalidade do Arizona, em tradução livre) estabelecia penas aos empregadores e tentava eliminar as chances de trabalho dos cidadãos em situação ilegal - aquilo que justamente os havia chamado aos Estados Unidos.

Neste ano, o Estado deu mais um passo nessa direção ao passar à sua Lei de Imigração. O projeto, que gerou forte debate púbico e inclui clásulas similares ao Lawa, foi além ao propor o aumento do poder da polícia no combate à imigracao. Entre eles estão o direito de policiais de exigir, sob o argumento da simples suspeita, documentos de qualquer cidadão que aparente estar em condição ilegal, e a elevação deste status a crime passível de prisão.

A juíza federal Susan Bolton não permitiu a vigoração destes principais pontos da lei. Entre os muitos críticos está também o presidente Barack Obama, eleito com grande apoio da população hispânica.

Novo México

O Novo México, do mesmo modo que a Califórnia, tem uma pequena fronteira com o México. De seus 2 milhões habitantes, cerca de 30% falam espanhol. Atualmente, é governado pelo democrata William Richardson III.

Vizinho do Arizona, os congressistas do Novo México deram sinais de descontentamento com a Lei de Imigracao, qualificada como sinal de preconceito racial. "Nós devemos nos unir para consertar nosso falido sistema de imigracao através da aprovacao de um reforma imigracional mais compreensiva - e nao pela tentativa de achar uma razao para dividir a América ao meio", disse o republicano Ben Ray Luján ao jornal The New Mexico Independent, em abril deste ano.

Texas

O Texas possui a maior parte da fronteira americana com o México - praticamente metade dos mais de 3 mil km. É também o maior dos quatro Estados fronteiriços e o segundo em todo o país. Possui a segunda maior população da fronteira: são cerca de 25 milhões de habitantes. Dela, 35% é de origem hispânica. Atualmente, o Estado é governado pelo Republicano Rick Perry.

As lideranças políticas texanas manifestaram oposição à Lei do Arizona, mas se mostram favoráveis a medidas mais fortes para conter a entrada de imigrantes ilegais. O governador republicano Rick Perry é a favor de um aumento da segurança nas fronteiras. O candidato democrata Bill White também defende a participação do Estado em um programa federal de escaneamento de todos os presos americanos para uma base de dados para confecção de um banco sobre imigração e criminalidade.

Fonte: Redação Terra
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