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Estados Unidos

Turistas simulam tentativa de cruzar fronteira México-EUA

21 mar 2009 - 11h29
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Enquanto o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, considera enviar tropas da Guarda Nacional à fronteira com o México para conter a imigração ilegal - em especial de narcotraficantes -, turistas pagam para simular a experiência de tentar cruzar a divisa entre os dois países perseguidos por falsos controladores.

Participantes da simulação têm os olhos vendados
Participantes da simulação têm os olhos vendados
Foto: AFP

Na última semana, o jornal The Guardian publicou uma notícia sobre a simulação de tentativa de cruzar a fronteira com os Estados Unidos, que acontece em uma cidade mexicana, a cerca de 3 mil km da fronteira real. Para passar pela experiência, os interessados pagam cerca de R$ 25. O "espetáculo" acontece no povoado El Alberto, um dos mais pobres da região.

Em grupos de aproximadamente 20 pessoas, os turistas disfarçados de imigrantes ilegais se escondem atrás de arbustos e são perseguidos por "guardas", que os alertam dos perigos de tentar cruzar a fronteira. "Somos agentes federais e sabemos que estão aí", diz uma voz que se faz ouvir por meio de amplificadores. "Não tentem atravessar o rio. Não tentem atravessar o deserto. É perigoso. Fiquem no México", completa o "fiscal".

De acordo com líderes comunitários ouvidos pelo The Guardian, 90% dos homens em idade ativa da região enfrentam as longas e arriscadas caminhadas para tentar chegar aos Estados Unidos e se unir aos 6 milhões de mexicanos que já vivem ilegalmente no país.

Os que já passaram pela experiência garantem que ela se aproxima muito do real. Os falsos imigrantes podem inclusive ouvir sirenes de patrulhas e atravessar um rio. A simulação pode ser rápida, de apenas uma hora, ou chegar a seis horas, dependendo da resistência do participante.

A comunidade de El Alberto pretende transformar a simulação em uma fonte de turismo para a região, mas, por enquanto, a arrecadação ainda é pouca e precisa ser revertida para o próprio projeto. Os organizadores pretendem construir em seguida acomodações para os turistas durante a "travessia".

Preocupação americana

Na vida real, a fronteira com o México é motivo de preocupação para os Estados Unidos. O chefe das Forças Armadas americanas, almirante Michael Mullen, já se referiu ao problema em entrevistas e disse que buscaria uma solução junto ao México. O presidente mexicano, Felipe Calderón, por sua vez, levantou em entrevista ao jornal Le Monde a questão da passagem de armamento americano em direção ao México pela fronteira. Segundo ele, as armas que circulam ilegalmente no país são compradas nos Estados Unidos, algumas das quais de "propriedade exclusiva do exército americano".

O governador do Texas, Rick Perry, pediu o envio de mais de mil soldados para enfrentar a crescente violência na região fronteiriça. Na semana passada, o porta-voz da Casa Branca, Robert Gibbs, disse que Obama recebeu "pedidos específicos" para autorizar o envio das tropas e estava estudando o assunto. "O presidente se comprometeu a estudar esse pedido junto com a secretária de Segurança Nacional, Janet Napolitano", indicou o porta-voz, que precisou que até o momento não há um prazo para que Obama tome uma decisão.

Neste ano, mais de mil pessoas morreram no México em função da violência gerada pelo narcotráfico, e as autoridades dos EUA advertiram que os incidentes começam a se estender a cidades como Phoenix e Atlanta.

Este mês, o jornal Usa Today informou que o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos está acelerando os planos para a construção de um dispendioso "muro virtual", composto por sensores e câmeras, ao longo da fronteira com o México. O projeto contaria com um pacote de estímulo econômico de US$ 100 milhões.

A construção do muro virtual faz parte de um projeto mais amplo, iniciado após os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001. Além do sistema com câmeras e sensores, foi ampliado o perímetro separado por barreiras de aço e concreto e elevado o número de agentes que fiscalizam a fronteira, que hoje passam de 18 mil.

Fonte: Redação Terra
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