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Polêmica da espionagem americana atinge países da Ásia

1 nov 2013
07h44
atualizado às 07h45
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A Indonésia convocou nesta sexta-feira o embaixador da Austrália, que teve a sede diplomática acusada de ter sido utilizada pelos americanos na ampla rede de espionagem internacional que também provocou irritação do governo da China

O embaixador australiano Greg Moriarty teve uma reunião rápida no ministério das Relações Exteriores em Jacarta.

O diplomata foi convocado depois que a revista alemã Der Spiegel e o jornal australiano The Sydney Morning Herald (SMH) revelaram que o serviço de inteligência americano utilizou embaixadas australianas na Ásia para interceptar dados, sobretudo pela internet.

O sistema é parte da vasta rede internacional de espionagem revelada por Edward Snowden, ex-consultor da Agência de Segurança Nacional (NSA) americana, que já provocou reações de países da Europa e América Latina.

O governo da Indonésia protestou rapidamente. "Estamos certamente muito preocupados e não podemos aceitar", declarou o chanceler Marty Natalegawa.

Jacarta já havia protestado na quarta-feira, depois que o SMH e a Der Spiegel informaram sobre um sistema de espionagem instalado na embaixada dos Estados Unidos na Indonésia.

De acordo com o SMH e a Spiegel, 90 missões diplomáticas americanas abrigam equipamentos de intercepção de dados, em países como China, Malásia, Indonésia, Tailândia, entre outros.

O governo de Pequim expressou "graves preocupações". "Exigimos dos Estados Unidos esclarecimentos e explicações", declarou Hua Chunying, porta-voz do ministério chinês das Relações Exteriores.

"Pedimos que as missões diplomáticas amigas e seus funcionários na China sigam ao pé da letra os tratados internacionais e não participem em nenhuma atividade que possa constituir uma ameaça para a segurança e interesses da China", afirmou na quinta-feira.

A Malásia também pediu explicações à embaixada australiana, enquanto a Tailândia considerou "infundadas" as informações e o governo do Camboja não considerou novidade as informações.

"Os Estados Unidos utilizam há muito tempo sistemas de vigilância eletrônica. Não é nenhuma surpresa para nós", disse o porta-voz do governo do Camboja, Khieu Kanharith.

O secretário de Estado americano, John Kerry, reconheceu na quinta-feira pela primeira vez que Washington foi "longe demais em alguns casos".

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