Pesquisa: quase metade dos EUA apóia legalização da maconha
Ao menos 46% dos americanos acreditam que a maconha deveria ser legalizada em seu país, aponta uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira, estudo que demonstra um índice de aprovação recorde a quatro dias do referendo sobre o assunto na Califórnia.
Elaborada pelo instituto Gallup, a pesquisa mostra que no país há "mais cidadãos que apóiam a legalização da maconha do que os que aprovam a gestão do presidente Barack Obama", indicou em comunicado, o Projeto de Política para a Maconha (MPP, na sigla em inglês).
Pelo último levantamento do Gallup sobre a presidência, Obama tem sinal verde de 44% dos americanos.
A pesquisa revela aumento da proporção de cidadãos que querem a legalização da droga. Em 2009, eram 44% e o número vem crescendo desde 2000, quando a aprovação rondava os 30%.
O percentual de americanos que pensam que a droga deveria seguir ilegal é o mais baixo da história; 50% do total.
"Se a tendência da década passada continuar em um ritmo similar, a aprovação da maioria do país poderia ser uma realidade em poucos anos", indicou Gallup em comunicado.
A empresa, que extraiu os resultados de uma enquete sobre crime realizada entre 7 e 10 de outubro, declarou que o maior apoio à legalização provinha de cidadãos que se declaram liberais. Destes, 72% aprovam a ideia.
Com os jovens de idade entre os 18 e os 29 anos, a aprovação é majoritária: 61%.
Da mesma forma que entre os habitantes do litoral oeste do país: 58% apóiam a legalização.
Além disso, 55% dos democratas e 29% dos republicanos estão a favor da medida, que no dia 2 de novembro poderia se transformar em realidade na Califórnia. Isto se os eleitores decidirem legalizar a maconha para os maiores de 21 anos.
A ideia de legalizar a droga unicamente para seu uso médico, como já ocorre em 14 estados e no Distrito de Columbia, corresponde a uma proporção muito maior da população, 70%.
No entanto, esse índice de aprovação baixou em relação a 2005, quando correspondia a 78% da população.
"Estes números evidenciam que os americanos estão rejeitando cada vez mais a ideia de que os adultos deveriam ser considerados culpados por consumirem uma substância que é menos perigosa do que o álcool", opinou o responsável de comunicação da MPP, Mike Meno.