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Estados Unidos

Pesquisa: quase metade dos EUA apóia legalização da maconha

29 out 2010 - 20h00
(atualizado às 22h03)
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Ao menos 46% dos americanos acreditam que a maconha deveria ser legalizada em seu país, aponta uma pesquisa divulgada nesta sexta-feira, estudo que demonstra um índice de aprovação recorde a quatro dias do referendo sobre o assunto na Califórnia.

Elaborada pelo instituto Gallup, a pesquisa mostra que no país há "mais cidadãos que apóiam a legalização da maconha do que os que aprovam a gestão do presidente Barack Obama", indicou em comunicado, o Projeto de Política para a Maconha (MPP, na sigla em inglês).

Pelo último levantamento do Gallup sobre a presidência, Obama tem sinal verde de 44% dos americanos.

A pesquisa revela aumento da proporção de cidadãos que querem a legalização da droga. Em 2009, eram 44% e o número vem crescendo desde 2000, quando a aprovação rondava os 30%.

O percentual de americanos que pensam que a droga deveria seguir ilegal é o mais baixo da história; 50% do total.

"Se a tendência da década passada continuar em um ritmo similar, a aprovação da maioria do país poderia ser uma realidade em poucos anos", indicou Gallup em comunicado.

A empresa, que extraiu os resultados de uma enquete sobre crime realizada entre 7 e 10 de outubro, declarou que o maior apoio à legalização provinha de cidadãos que se declaram liberais. Destes, 72% aprovam a ideia.

Com os jovens de idade entre os 18 e os 29 anos, a aprovação é majoritária: 61%.

Da mesma forma que entre os habitantes do litoral oeste do país: 58% apóiam a legalização.

Além disso, 55% dos democratas e 29% dos republicanos estão a favor da medida, que no dia 2 de novembro poderia se transformar em realidade na Califórnia. Isto se os eleitores decidirem legalizar a maconha para os maiores de 21 anos.

A ideia de legalizar a droga unicamente para seu uso médico, como já ocorre em 14 estados e no Distrito de Columbia, corresponde a uma proporção muito maior da população, 70%.

No entanto, esse índice de aprovação baixou em relação a 2005, quando correspondia a 78% da população.

"Estes números evidenciam que os americanos estão rejeitando cada vez mais a ideia de que os adultos deveriam ser considerados culpados por consumirem uma substância que é menos perigosa do que o álcool", opinou o responsável de comunicação da MPP, Mike Meno.

EFE   
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