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Estados Unidos

Obama pede apoio de americanos para uso da força na Síria

7 set 2013 - 16h37
(atualizado às 17h19)
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<p>Presidente dos EUA, Barack Obama, durante encontro com o presidente francês, François Hollande, na cúpula do G20 em São Petersburgo</p>
Presidente dos EUA, Barack Obama, durante encontro com o presidente francês, François Hollande, na cúpula do G20 em São Petersburgo
Foto: Kevin Lamarque / Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez neste sábado um apelo ao público norte-americano pedindo apoio ao plano de usar a força militar na Síria.

Recém-chegado de uma viagem à Europa, em que fracassou na tentativa de conseguir o consenso dos líderes mundiais sobre a necessidade de um ataque militar contra a Síria, Obama disse à população dos Estados Unidos que o país precisa usar a força para impedir novos ataques químicos no território sírio.

O presidente, que ganhou destaque no cenário político americano por sua oposição à guerra do Iraque, disse não querer um outro conflito demorado e custoso.

"Não será um outro Iraque ou Afeganistão", afirmou Obama em seu programa semanal de rádio, antecipando argumentos que utilizará em um pronunciamento televisionado à nação, na terça-feira.

"Sei que o povo americano está cansado depois de uma década de guerra, mesmo que a guerra no Iraque tenha chegado ao fim e a guerra no Afeganistão esteja terminando. Essa é a razão pela qual não vamos colocar nossas tropas no meio da guerra de outras pessoas", disse Obama.

Congressistas de volta a Washington depois do recesso de verão dizem que muitos de seus eleitores lhes disseram não concordar que os Estados Unidos devam responder militarmente ao uso de armas químicas na Síria em 21 de agosto - ataque que o governo americano atribui às forças do presidente sírio, Bashar al-Assad.

Pesquisa realizada esta semana pela Reuters/Ipsos mostra que 56% dos americanos acreditam que o país não deveriam intervir na Síria, e somente 19% apoiam a ação.

Na semana passada, Obama afirmou que buscaria o apoio do Congresso para um ataque, mas uma estimativa dos votos não parece animadora para o presidente, já que dezenas de congressistas permanecem indecisos. A previsão é que o Senado vote esta semana e a Câmara dos Deputados a seguir.

A líder da bancada democrata na Câmara, Nancy Pelosi, disse neste sábado ter enviado sua quinta carta aos deputados de seu partido instando-os a apoiarem Obama, observando que o Congresso votou por esmagadora maioria para condenar a aquisição de armas de destruição em massa pela Síria, uma década atrás.

O influente Aipac, grupo pró-Israel, informou planejar um grande esforço lobista esta semana para tentar angariar apoio à ação militar, contando com cerca de 250 ativistas em Washington para se encontrarem com senadores e deputados.

Em seu pronunciamento no rádio, Obama afirmou que a falta de uma resposta ao ataque com armas químicas iria ameaçar a segurança nacional dos Estados Unidos porque aumentaria o risco de futuros ataques com esse tipo de armamento da parte do governo sírio, grupos terroristas ou outros países.

Os Estadios Unidos dizem que mais de 1,4 mil pessoas foram mortas, incluindo centenas de crianças. "Nós somos os Estados Unidos da América. Nós não podemos fechar os olhos para imagens como as que vimos da Síria", disse.

Mas não está claro se a persuasão está funcionando. Cerca de 200 opositores da ação contra a Síria protestaram neste sábado diante da Casa Branca, gritando "Tirem as mãos da Síria" e com cartazes onde estava inscrito "Digam ao Congresso: sem guerra contra a Síria".

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