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Estados Unidos

Manifestantes pró-Palestina ocupam prédio da Universidade de Columbia após suspensão de estudantes

Alguns estudantes entraram no Hamilton Hall, enquanto outros ficaram do lado de fora e deram os braços para formar uma barricada

30 abr 2024 - 11h56
(atualizado às 12h26)
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Alunos ocupam campus da Universidade de Columbia em ato pró-Palestina nos EUA:

Manifestantes pró-Palestina ocuparam um prédio da Universidade de Columbia, em Nova York, nos Estados Unidos, nesta terça-feira, 30, segundo a Reuters. A ação aconteceu após a universidade começar a suspender estudantes que se recusaram a desmontar tendas de protesto no campus.

De acordo com a agência, alguns estudantes entraram no Hamilton Hall --local de protestos estudantis que remontam à década de 1960-- e penduraram uma faixa escrito "Hind's Hall". Outros ficaram do lado de fora bloqueando as portas com mesas e deram os braços para formar uma barricada.

"Este edifício foi libertado em homenagem a Hind, uma criança palestina de seis anos assassinada em Gaza pelas forças de ocupação israelenses financiadas pela Universidade de Columbia", gritou um manifestante de dentro, enquanto os de fora repetiram a mensagem.

Os protestos continuam no campus da Universidade de Columbia em apoio aos palestinos
Os protestos continuam no campus da Universidade de Columbia em apoio aos palestinos
Foto: REUTERS/Caitlin Ochs

Após os manifestantes entrarem no prédio, a polícia de Nova York chegou no local em carros não identificados, conforme o jornal Columbia Spectator. As equipes policiais disseram que só entrariam nas dependências da escola se alguém ficasse ferido. Até a última atualização desta matéria, o grupo de estudantes seguia dentro do prédio.

Manifestações em universidades

Os protestos na Universidade de Columbia fazem parte de uma onda de manifestações a favor da Palestina que tem sido feita em universidades dos Estados Unidos nos últimos dias.

As exigências dos estudantes vão desde um cessar-fogo na guerra de Israel com o Hamas até apelos às universidades para que parem de investir em empresas israelenses envolvidas com as Forças Armadas do país, chegando também ao fim da assistência militar dos EUA a Israel. Os estudantes prometeram permanecer em acampamentos até que as demandas sejam atendidas. 

Os protestos pró-palestinos se espalharam pelos campi universitários dos EUA, fomentados pela prisão em massa de mais de 100 pessoas no campus da Universidade de Columbia, há mais de uma semana.

No último sábado, 27, o campus de Columbia esteve pacífico e não houve relatos de prisões durante a noite, disse um porta-voz da escola à Reuters. Mas as repressões continuaram em alguns campi, incluindo um na Universidade do Sul da Califórnia (USC), onde houve forte presença policial. Mais de 200 pessoas foram detidas em alguns locais, incluindo 80 estudantes na noite de sábado na Universidade de Washington, em St. Louis. Entre os presos na Universidade de Washington estava a candidata à Presidência pelo Partido Verde em 2024 Jill Stein.

"Eles estão enviando a tropa de choque e basicamente criando um distúrbio a partir de uma manifestação pacífica. Portanto, isso é simplesmente vergonhoso", afirmou Stein em comunicado.

A Universidade de Washington disse em comunicado que os detidos enfrentarão acusação de invasão de propriedade.

Protestos também em Paris

Na segunda, 29, a polícia agiu para retirar dezenas de manifestantes que haviam acampado em um pátio da Universidade de Sorbonne, em Paris, para protestar contra a guerra em Gaza.

A manifestação ocorreu três dias após protestos na universidade de elite Sciences Po, na capital, e veio na esteira de atos em campi nos Estados Unidos contra o conflito.

"Temos todos os motivos, como em Yale, Columbia, Sciences Po... para condenar o que podemos ver que está acontecendo", disse um estudante à Reuters, que só deu seu nome como Leonard, em outra manifestação do lado de fora dos portões da Sorbonne.

A universidade, uma das mais antigas do mundo, fechou seus prédios no dia durante os protestos pacíficos. Os estudantes gritavam "Palestina Livre" e pediam que a instituição condenasse Israel.

Um ataque do grupo palestino Hamas ao sul de Israel em 7 de outubro deixou cerca de 1.200 pessoas mortas e 253 foram tomadas como reféns, de acordo com contagens israelenses.

Israel retaliou impondo um cerco a Gaza e montando um ataque aéreo e terrestre que matou pelo menos 34.488 palestinos, segundo autoridades de saúde de Gaza.

Vários políticos franceses, incluindo Mathilde Panot, que lidera o grupo de parlamentares de esquerda LFI na Assembleia Nacional, pediram aos apoiadores nas mídias sociais que se juntassem aos protestos na Sorbonne. *Com informações da Reuters.

Fonte: Redação Terra
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