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Estados Unidos

Gravações de conversas revelam 'outra' Jacqueline Kennedy

12 set 2011 - 15h26
(atualizado às 16h10)
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Uma Jacqueline Kennedy mais complexa, diferente da mulher glamourosa e viúva silenciosa do presidente John F. Kennedy veio à tona nesta semana com a divulgação de suas conversas em 1964 com um historiador. Poucos meses depois do assassinato do presidente Kennedy em novembro de 1963, a viúva manteve longas conversas com Arthur Schlesinger, que tinha sido amigo e colaborador do líder por muitos anos. Estas gravações não haviam sido divulgadas até agora. Jacqueline Kennedy morreu em 1994, aos 64 anos.

Conversas da ex-primeira-dama Jacqueline Kennedy com um historiador vieram á tona esta semana
Conversas da ex-primeira-dama Jacqueline Kennedy com um historiador vieram á tona esta semana
Foto: AP

O livro intitulado Jacqueline Kennedy: Historic Conversations on Life with John F. Kennedy, da editora Hyperion, será lançado nesta quarta-feira nos Estados Unidos acompanhado de discos compactos que contêm as gravações. A combinação de texto e testemunho oral é particularmente instrutiva, porque não só captura o conteúdo das declarações de Jacqueline, mas o tom, as ênfases e ainda certa malícia irreverente na então jovem viúva, que soube cuidar muito bem de sua imagem pública.

Além disso, o material, que têm seis horas e meia de gravações, proporciona uma percepção mais íntima do casamento Kennedy em alguns dos momentos mais tensos de sua história.

Quando os Estados Unidos e a União Soviética pareciam encaminhados a uma guerra nuclear pela presença de mísseis soviéticos em Cuba, Jacqueline pediu a seu marido que não enviasse os filhos do casal e ela mesma para longe da Casa Branca.

Em sua conversa com Schlesinger, Jacqueline lembrou que disse ao marido: "Por favor, não me envie a outro lugar. Se algo acontecer, vamos estar aqui ao seu lado".

Meses depois da crise dos mísseis, quando o presidente Kennedy já podia se vangloriar de ter saído a salvo do confronto com Moscou, ele teria dito, segundo a viúva: "Bom, se alguém vai me matar, este é o momento certo para isso".

Segundo o testemunho gravado de Jacqueline, pouco antes de ser assassinado em Dallas, Kennedy já começara a planejar sua campanha para a reeleição em 1964, e tinha marcada uma visita sem precedentes à União Soviética. Visando as eleições de 1964, Kennedy especulava que preferiria outra pessoa como vice-presidente ao invés de Lyndon Johnson.

Kennedy "não gostava da ideia de que Johnson fosse a chegar à Presidência, porque se preocupava com o que ele faria ao país", disse Jacqueline.

Apesar destes materiais revelarem uma intervenção muito mais intensa e profunda de Jacqueline na carreira política de seu marido do que os historiadores sabiam até agora, a viúva tinha ideias muito definidas acerca do papel das mulheres na vida pública.

"Acho que as mulheres jamais deveriam se colocar na política", disse Jacqueline em conversa gravada. "Simplesmente não somos aptas para isso".

EFE   
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