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Estados Unidos

EUA: Senado confirma John Brennan como novo diretor da CIA

7 mar 2013 - 18h52
(atualizado às 19h22)
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<p>Brennan, 57 anos, foi um dos promotores dos ataques com os aviões não tripulados ou 'drones'</p>
Brennan, 57 anos, foi um dos promotores dos ataques com os aviões não tripulados ou 'drones'
Foto: AFP

O Senado dos Estados Unidos confirmou nesta quinta-feira a nomeação do assessor da Casa Branca para contraterrorismo, John Brennan, como diretor da agência de inteligência americana, a CIA, após várias semanas de atrasos e pressões. Por 63 votos a favor e 34 contra, o Senado, dominado pelos democratas, permite enfim que Brennan assuma o cargo de diretor da agência à qual esteve vinculado durante 25 anos.

Brennan foi um dos promotores dos ataques com os aviões não tripulados ou "drones" em países como Paquistão, Iêmen e Somália. Isso provocou o atraso de sua confirmação devido à exigência, por parte dos senadores, de que a Casa Branca proporcionasse mais informações sobre a base legal que permite tais ataques.

A confirmação aconteceu imediatamente após outro voto dos senadores destinado a encerrar o debate em torno da nomeação - atrasado devido ao protesto do senador republicano Rand Paul, que ontem à noite falou sem parar durante 13 horas com o único objetivo de obstruir a confirmação.

Com um discurso que começou ao meio-dia e terminou de madrugada, Paul, que se alimentou de barrinhas energéticas e ficou com as pernas dormentes, conseguiu elevar ao primeiro plano do debate público os temores sobre a possibilidade de que o governo americano autorize a utilização de "drones" no próprio território dos EUA. Mais de dez republicanos apoiaram o protesto de Paul, enquanto outros companheiros de partido, como o ex-candidato presidencial John McCain, consideraram o "filibusterismo" de seu colega "ridículo".

Era esperado que o voto de confirmação de Brennan acontecesse no sábado, mas os senadores decidiram antecipá-lo para quinta-feira depois de o secretário de Justiça, Eric Holder, escrever uma carta a Paul na qual garantia que o presidente Barack Obama não autorizará ataques de "drones" nos EUA sem aprovação de um tribunal.

EFE   
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