EUA: Inteligência eliminará dados de estrangeiros após cinco anos
As agências de espionagem americanas vão descartar informações de Inteligência obtidas de conversas telefônicas, ou de mensagens eletrônicas, após um período de cinco anos, a menos que apresentem algum interesse para a Segurança do país - informou o governo dos EUA nesta terça-feira.
Dois anos depois dos vazamentos feitos pelo então analista Edward Snowden, que expôs a operação global de monitoramento e espionagem por parte dos Estados Unidos, o governo americano anuncia mudanças no manejo da informação de Inteligência.
"Impusemos novas limitações sobre a conservação de dados pessoais de cidadãos não americanos", declarou o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional.
"Agora, a comunidade de Inteligência deve eliminar a informação coletada por meio de SIGINT [sigla em inglês para Inteligência de Sinais] cinco anos depois de obtida", acrescentou o comunicado, referindo-se à informação obtida pela interceptação de sinais e por outros meios de comunicação.
A revisão no procedimento foi pedida pelo presidente Barack Obama, que receberá a chanceler alemã, Angela Merkel, na próxima semana, na Casa Branca. A chanceler foi um dos alvos da espionagem em larga escala realizada pelo governo americano e revelada por Snowden.