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Estados Unidos

Confira na íntegra o discurso de Bush feito em janeiro de 2002

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Muito obrigado. Senhor presidente da Casa, vice-presidente Cheney, membros do Congresso, convidados distintos, caros cidadãos: enquanto nos reunimos hoje à noite, nossa nação está em guerra, nossa economia em recessão, e o mundo civilizado enfrenta perigos sem precedentes. Contudo, o estado de nossa União nunca foi tão forte. (Aplausos)

Confira na nuvem de tags as palavras mais usadas por Bush em discurso feito em janeiro de 2002
Confira na nuvem de tags as palavras mais usadas por Bush em discurso feito em janeiro de 2002
Foto: Wordle.net / Reprodução

Encontramo-nos na última vez num momento de choque e sofrimento. Em quatro breves meses, nossa nação confortou as vítimas, começou a reconstruir Nova York e o Pentágono, reuniu uma grande coalizão, capturou, prendeu e livrou o mundo de milhares de terroristas, destruiu campos de treinamento terrorista no Afeganistão, salvou um povo da fome e libertou um país da opressão brutal. (Aplausos)

A bandeira americana voa novamente sobre a nossa embaixada em Cabul. Os terroristas que outrora ocupavam o Afeganistão agora ocupam celas na Baía de Guantánamo. (Aplausos.) E líderes terroristas que encorajavam seguidores a sacrificar suas vidas estão correndo por suas próprias vidas. (Aplausos)

A América e o Afeganistão agora são aliados contra o terror. Seremos parceiros na reconstrução daquele país. E, esta noite, saudamos o distinto líder interino de um Afeganistão liberto: o presidente Hamid Karzai. (Aplausos)

Da última vez que nos encontramos nesta câmara, as mães e filhas do Afeganistão eram cativas em suas próprias casas, proibidas de trabalhar ou ir à escola. Hoje, as mulheres são livres e parte do novo governo do Afeganistão. E nós saudamos a nova Ministra de Assuntos das Mulheres, a doutora Sima Samar. (Aplausos)

Nosso progresso é um tributo ao espírito do povo afegão, à determinação de nossa coalizão e à bravura das Forças Armadas dos Estados Unidos. (Aplausos)

Quando coloquei nossas tropas em ação, foi com completa confiança em sua coragem e habilidade. E hoje à noite, graças a elas, estamos vencendo a guerra contra o terror. (Aplausos)

Os homens e mulheres das nossas Forças Armadas enviaram uma mensagem agora clara para cada inimigo dos Estados Unidos: mesmo a 11 mil km de distância, atravessando oceanos e continentes, em cumes de montanhas e cavernas ¿ vocês não escaparão da justiça desta nação. (Aplausos)

Para muitos americanos, esses quatro meses trouxeram aflição e dor que nunca irão embora completamente. Todo dia, um bombeiro aposentado volta ao Marco Zero para se sentir mais perto de seus dois filhos que lá morreram. Num funeral em Nova York, um garotinho deixou sua bola de futebol americano com um recado para seu finado pai: "Querido Papai, por favor, leve isso para o céu. Não quero mais jogar futebol até poder jogar com você novamente algum dia".

No mês passado, no túmulo de seu marido Michael, um oficial da CIA e fuzileiro naval que morreu em Mazur-e-Sharif, Shannon Spann disse essas palavras de adeus: "Semper Fi, meu amor.¿ Shannon está conosco hoje. (Aplausos)

Shannon, asseguro a você e a todos que perderam um ente querido que nossa causa é justa, e nosso país nunca se esquecerá da dívida que temos com Michael e todos os que deram suas vidas pela liberdade.

Nossa causa é justa e persiste. Nossas descobertas no Afeganistão confirmaram nossos piores medos e nos mostraram o verdadeiro escopo da tarefa adiante. Vimos a profundidade do ódio de nossos inimigos em vídeos, em que eles riem sobre a perda de vidas inocentes. E a profundidade de seu ódio equivale à loucura da destruição que eles planejam. Encontramos diagramas de usinas nucleares e instalações hídricas públicas americanas, instruções detalhadas para fabricar armas químicas, mapas de vigilância de cidades americanas, e descrições meticulosas de importantes marcos na América e ao redor do mundo.

O que encontramos no Afeganistão confirma que, longe de terminar aí, nossa guerra contra o terror está apenas começando. A maioria dos 19 homens que sequestraram os aviões em 11 de setembro foi treinada nos campos do Afeganistão, assim como outras dezenas de milhares. Milhares de matadores perigosos, escolados nos métodos de assassinato, muitas vezes apoiados por regimes fora da lei, estão agora espalhados pelo mundo como bombas-relógio, prontas para explodir sem aviso.

Graças ao trabalho de nossos oficiais de imposição da lei e parceiros de coalizão, centenas de terroristas foram presos. Contudo, dezenas de milhares de terroristas treinados ainda estão à solta. Esses inimigos veem o mundo inteiro como um campo de batalha, e devemos persegui-los onde quer que estejam. (Aplausos)

Enquanto os campos de treinamento estiverem em operação, enquanto nações protegerem terroristas, a liberdade estará em risco. E a América e nossos aliados não devem, e não irão, permitir isso. (Aplausos)

Nossa nação irá continuar firme, paciente e persistente na busca de dois grandes objetivos. Primeiro, vamos fechar os campos de terroristas, desmantelar os planos terroristas e levar os terroristas à justiça. E, segundo, devemos impedir que os terroristas e os regimes que recorrem a armas químicas, biológicas ou nucleares ameacem os Estados Unidos e o mundo. (Aplausos)

Nossos militares desmantelaram os campos de treinamento terrorista no Afeganistão, contudo, ainda existem campos em pelo menos doze países. Um submundo terrorista - incluindo grupos como Hamas, Hezbollah, Jihad Islâmica, Jaish-i-Mohammed - opera em selvas e desertos remotos, e se esconde nos centros de grandes cidades.

Embora a ação militar mais visível esteja no Afeganistão, a América está agindo em outros lugares. Agora, temos tropas nas Filipinas, ajudando a treinar as forças armadas do país para perseguir células terroristas que executaram um americano e ainda mantêm reféns. Nossos soldados, trabalhando com o governo bósnio, prenderam terroristas que tramavam bombardear nossa embaixada. Nossa marinha está patrulhando a costa da África para bloquear o carregamento de armas e a implantação de campos terroristas na Somália.

Minha esperança é que todas as nações atendam ao nosso apelo e eliminem os parasitas terroristas que ameaçam seus países e o nosso. Muitas nações estão agindo com vigor. O Paquistão está agora atacando o terror, e eu admiro a forte liderança do presidente Musharraf. (Aplausos)

Mas alguns governos ficarão tímidos frente ao terror. E não tenham dúvidas disso: se eles não agirem, a América irá. (Aplausos)

Nosso segundo objetivo é impedir que regimes que patrocinam o terror ameacem a América ou nossos amigos e aliados com armas de destruição em massa. Alguns desses regimes têm estado bastante discretos desde 11 de setembro. Mas nós conhecemos sua verdadeira natureza. A Coreia do Norte é um regime que se arma com mísseis e armas de destruição em massa enquanto deixa seus cidadãos passarem fome.

O Irã agressivamente busca essas armas e exporta o terror, enquanto poucos não eleitos reprimem a esperança de liberdade do povo iraniano. O Iraque continua a exibir sua hostilidade em relação à América e a apoiar o terror. O regime iraquiano trama o desenvolvimento de antraz, gás nervoso e armas nucleares há mais de uma década. Esse é um regime que já usou gás venenoso para assassinar milhares de seus próprios cidadãos - deixando os corpos de mulheres sobre o de seus filhos mortos. Esse é um regime que concordou com as inspeções internacionais - e então expulsou os inspetores. Esse é um regime que tem algo a esconder do mundo civilizado.

Estados como esses, e seus aliados terroristas, constituem o eixo do mal, armando para ameaçar a paz do mundo. Ao buscar armas de destruição em massa, esses regimes representam um perigo sério e crescente. Eles poderiam fornecer essas armas a terroristas, dando a eles o meio correspondente ao seu ódio. Eles poderiam atacar nossos aliados ou tentar chantagear os Estados Unidos. Em qualquer um desses casos, o preço da indiferença seria catastrófico.

Trabalharemos de perto com nossa coalizão para negar aos terroristas e seus Estados patrocinadores materiais, tecnologia e conhecimento para produzir e fornecer armas de destruição em massa. Desenvolveremos e mobilizaremos defesas de mísseis efetivas para proteger a América e nossos aliados de um ataque repentino. (Aplausos)

E todas as nações devem saber: a América fará o que for necessário para garantir a segurança da nação. Seremos prudentes, contudo, o tempo não está do nosso lado. Não esperarei pelos acontecimentos enquanto o perigo se concentra. Não ficarei parado enquanto o risco se aproxima cada vez mais. Os Estados Unidos da América não irão permitir que os regimes mais perigosos do mundo nos ameacem com as armas mais destrutivas do mundo. (Aplausos)

Nossa guerra contra o terror já começou, mas está apenas no começo. Essa campanha pode não terminar sob nossa supervisão - contudo, ela deve e irá ser travada sob nossa supervisão.

Não podemos parar. Se pararmos agora - deixando os campos terroristas intactos e os Estados terroristas sem inspeção - nossa sensação de segurança será falsa e temporária. A história convocou a América e nossos aliados a agir, e é nossa responsabilidade bem como privilégio lutar a luta da liberdade. (Aplausos)

Nossa primeira prioridade deve ser sempre a segurança da nossa nação, e isso irá se refletir no orçamento que eu enviar ao Congresso. Meu orçamento dá base a três grandes objetivos para a América: iremos vencer essa guerra; iremos proteger nosso território; iremos reavivar nossa economia.

O 11 de setembro despertou o melhor da América, e o melhor deste Congresso. E eu me junto ao povo americano ao aplaudir sua unidade e determinação. (Aplausos)

Agora, os americanos merecem que esse mesmo espírito seja dirigido à resolução de problemas aqui em casa. Sou um membro orgulhoso de meu partido - contudo, enquanto agimos para vencer a guerra, proteger nosso povo e criar empregos na América, devemos agir, acima de tudo, não como republicanos, não como democratas, mas como americanos. (Aplausos)

Lutar essa guerra custa muito. Gastamos mais de um bilhão de dólares por mês - mais de US$ 30 milhões por dia - e devemos estar preparados para operações futuras. O Afeganistão provou que armas de precisão caras derrotam o inimigo e poupam vidas inocentes, e precisamos de mais delas. Precisamos substituir as aeronaves envelhecidas e tornar nossos militares mais ágeis, para mobilizar nossas tropas em qualquer lugar do mundo de maneira rápida e segura. Nossos homens e mulheres de uniforme merecem as melhores armas, o melhor equipamento, o melhor treinamento - e eles também merecem outro aumento de salário. (Aplausos)

Meu orçamento inclui o maior aumento de despesas em defesa em duas décadas - porque, embora o preço da liberdade e da segurança seja alto, ele nunca é alto demais. Seja qual for o custo de defender nosso país, pagaremos por ele. (Aplausos)

A próxima prioridade de meu orçamento é fazer todo o possível para proteger nossos cidadãos e fortalecer nossa nação contra a ameaça existente de outro ataque. O passar do tempo e a distância em relação aos acontecimentos do 11 de setembro não irão nos tornar mais seguros a menos que ajamos de acordo com essas lições. A América já não está mais protegida por vastos oceanos. Estamos protegidos do ataque apenas através da ação vigorosa no exterior, e da maior vigilância em casa.

Meu orçamento quase dobra o financiamento de uma estratégia prolongada de segurança doméstica, focada em quatro áreas chaves: bioterrorismo, resposta de emergência, segurança de aeroportos e fronteiras, e inteligência aprimorada. Desenvolveremos vacinas para combater o antraz e outras doenças mortais. Aumentaremos os recursos para ajudar Estados e comunidades a treinar e equipar sua polícia e bombeiros heróicos. (Aplausos)

Melhoraremos a coleta e distribuição de inteligência, expandiremos as patrulhas em nossas fronteiras, fortaleceremos a segurança das viagens aéreas e usaremos tecnologia para rastrear as chegadas e saídas de visitantes dos Estados Unidos. (Aplausos)

A segurança doméstica tornará a América não apenas mais forte, mas, em muitos aspectos, melhor. O conhecimento adquirido com a pesquisa de bioterrorismo melhorará a saúde pública. Departamentos de polícia e de bombeiros mais fortes significarão vizinhanças mais seguras. A fiscalização fronteiriça mais rígida ajudará a combater drogas ilegais.(Aplausos)

E enquanto o governo trabalha para melhorar a segurança da nossa pátria, a América irá continuar a depender dos olhos e ouvidos de nossos cidadãos alertas.

Alguns dias antes do Natal, um comissário de bordo de uma companhia aérea viu um passageiro acender um fósforo. A tripulação e os passageiros rapidamente renderam o homem, que havia sido treinado pela Al-Qaeda e estava armado com explosivos. As pessoas no avião estavam alertas e, como resultado, provavelmente salvaram quase 200 vidas. E hoje à noite, saudamos e agradecemos os comissários de bordo Hermis Moutardier e Christina Jones. (Aplausos)

Depois de financiar nossa segurança nacional e nossa segurança doméstica, a grande prioridade final de meu orçamento é a segurança econômica do povo americano. (Aplausos)

Para alcançar esses grandes objetivos nacionais - vencer a guerra, proteger a pátria e revitalizar nossa economia - nosso orçamento terá um déficit pequeno e de curto prazo, contanto que o Congresso restrinja gastos e aja de uma forma fiscal responsável. (Aplausos)

Temos prioridades claras e devemos agir em casa com o mesmo propósito e determinação que temos mostrado no exterior: iremos prevalecer na guerra e derrotaremos essa recessão. (Aplausos)

Os americanos que perderam seus empregos precisam de ajuda e eu apoio a extensão dos benefícios do seguro desemprego e a assistência direta à cobertura médica. (Aplausos)

Contudo, os trabalhadores americanos querem mais do que cheques de seguro desemprego - eles querem um salário fixo. (Aplausos)

Quando a América trabalha, a América prospera, por isso, meu plano de segurança econômica pode ser resumido em uma palavra: empregos. (Aplausos)

Bons empregos começam com boas escolas, e aqui tivemos um ótimo começo. (Aplausos)

Republicanos e democratas trabalharam juntos para conseguir uma reforma educacional histórica de modo que nenhuma criança fosse deixada para trás. Tive orgulho de trabalhar com membros de ambos os partidos: o presidente da comissão John Boehner e o congressista George Miller. (Aplausos) O senador Judd Gregg. (Aplausos)

Fiquei com tanto orgulho de nosso trabalho que até tive coisas boas a dizer sobre meu amigo, Ted Kennedy, (Risos e aplausos.) Sei que o pessoal de Crawford nunca acreditaria que eu fosse dizer algo assim - (risos) -, mas nosso trabalho nesse projeto de lei mostra o que é possível quando deixamos nossa pose de lado e focamos nos resultados. (Aplausos)

Há mais a ser feito. Precisamos ensinar nossas crianças a ler e ter êxito na escola com a melhora do Head Start e outros programas de desenvolvimento infantil. (Aplausos)

Devemos aprimorar as faculdades de magistério e o treinamento de professores, bem como lançar um esforço de recrutamento com um grande objetivo para a América: um professor de qualidade em cada sala de aula. (Aplausos)

Bons empregos também dependem de energia confiável a preço acessível. Esse Congresso deve agir para incentivar a conservação, promover a tecnologia, construir infraestrutura e também deve agir para aumentar a produção energética nacional, para que a América fique menos dependente do petróleo estrangeiro. (Aplausos)

Bons empregos dependem de um comércio expandido. A venda em novos mercados cria novos empregos, por isso, peço que o Congresso finalmente aprove a autoridade de promoção do comércio. (Aplausos)

Em relação a esses dois assuntos cruciais, comércio e energia, a Câmara dos Representantes agiu para criar empregos, e eu peço que o Senado aprove essa legislação. (Aplausos)

Bons empregos dependem de uma boa política fiscal. (Aplausos.) No ano passado, alguns neste recinto acharam que meu plano de alívio fiscal era pequeno demais; alguns o acharam grande demais. (Aplausos.) Mas quando os cheques chegaram pelo correio, a maioria dos americanos achou que o alívio fiscal foi correto. (Aplausos)

O Congresso ouviu o povo e respondeu reduzindo os impostos, dobrando o crédito tributário a famílias com filhos e eliminando o imposto sobre falecimentos. Pelo bem de um crescimento de longo prazo e para ajudar os americanos a se planejar para o futuro, tornaremos esses cortes fiscais permanentes. (Aplausos)

A saída desta recessão, a maneira de criar empregos, é expandir a economia incentivando o investimento em fábricas e equipamento e acelerar o alívio fiscal de modo que as pessoas tenham mais dinheiro para gastar. Pelo bem dos trabalhadores americanos, iremos aprovar um pacote de estímulo. (Aplausos)

Bons empregos devem ser o objetivo da reforma da assistência social. Enquanto reautorizamos essas importantes reformas, devemos sempre nos lembrar de que o objetivo é reduzir a dependência em relação ao governo e oferecer a cada americano a dignidade de um emprego. (Aplausos)

Os americanos sabem que a segurança econômica pode desaparecer de repente sem a segurança na saúde. Peço ao Congresso que se junte a mim este ano para colocar em vigor uma carta de direitos dos pacientes - (aplausos) -, para dar a trabalhadores não segurados créditos que os ajudem a adquirir uma cobertura de saúde - (aplausos) -, para aprovar um aumento histórico no gasto com a saúde de veteranos de guerra ¿ (aplausos) ¿ e para dar aos idosos um sistema Medicare moderno e bom que inclua a cobertura de medicamentos receitados. (Aplausos)

Um bom emprego deve levar à segurança na aposentadoria. Peço ao Congresso que promulgue novas salvaguardas para o 401(k) plano de aposentadoria patrocinado pelo empregador e para os planos de pensão. (Aplausos)

Funcionários que trabalharam duro e pouparam a vida inteira não devem correr o risco de perder tudo com a falência de sua empresa. (Aplausos)

Por meio de parâmetros mais rígidos de contabilidade e exigências mais severas de transparência, a América corporativa deve prestar mais contas a seus empregados e acionistas e se manter nos mais altos padrões de conduta. (Aplausos)

A segurança nas aposentadorias também depende de manter o compromisso da Previdência Social, e nós vamos mantê-lo. Precisamos tornar a Previdência Social estável financeiramente e permitir que a aposentadoria pessoal dê conta dos jovens trabalhadores que a escolherem. (Aplausos)

Membros do Congresso, vocês e eu vamos trabalhar juntos nos próximos meses em outros assuntos: política agrícola produtiva - (aplausos) -, um meio ambiente mais limpo - (aplausos) -, a ampliação da casa própria, especialmente entre minorias - (aplausos) - e formas de encorajar o bom trabalho de grupos de caridade e religiosos. (Aplausos)

Peço a vocês que se juntem a mim nesses importantes assuntos domésticos com o mesmo espírito de cooperação aplicado em nossa guerra contra o terrorismo. (Aplausos)

Nos últimos meses, tive a honra e o privilégio de ver o verdadeiro caráter deste país em um tempo de testes. Nossos inimigos acreditavam que a América fosse fraca e materialista, que nos dividiríamos com medo e egoísmo. Eles estavam tão errados quanto são maus. (Aplausos)

O povo americano respondeu magistralmente, com coragem e compaixão, força e determinação. Enquanto eu encontrava os heróis, abraçava as famílias e olhava para os rostos cansados da equipe de resgate, fiquei admirado com o povo americano.

E espero que vocês se juntem a mim - eu espero que vocês se juntem a mim no agradecimento a uma americana, pela força, calma e conforto que ela traz à nossa nação em crise, nossa Primeira-Dama, Laura Bush. (Aplausos)

Nenhum de nós jamais desejaria o mal que foi feito em 11 de setembro. E, após a América ter sido atacada, foi como se nosso país inteiro tivesse olhado para o espelho e visto o melhor de si. Nós fomos lembrados que somos cidadãos, com obrigações uns com os outros, com o nosso país, nossa história. Começamos a pensar menos nos bens que acumulamos e mais no bem que podemos fazer.

Por muito tempo nossa cultura disse, "se a sensação é boa, faça". Agora, a América abraça uma nova ética e um novo credo: "Marchemos". (Aplausos)

No sacrifício dos soldados, na ardorosa fraternidade dos bombeiros e na bravura e generosidade dos cidadãos comuns, tivemos um vislumbre de como uma nova cultura de responsabilidade poderia ser. Queremos ser uma nação que sirva a objetivos maiores que ela mesma. Recebemos uma oportunidade única e não devemos deixar esse momento passar. (Aplausos)

Meu convite hoje à noite é para que cada americano comprometa pelo menos dois anos - 4 mil horas ao longo do resto de sua vida - no serviço a seus vizinhos e sua nação. (Aplausos) Muitos já estão servindo, e eu os agradeço. Se você não tem certeza de como ajudar, temos um bom lugar para começar. Para manter e ampliar o melhor que surgiu na América, convido você a se juntar ao novo "USA Freedom Corps". O "Freedom Corps" vai focar três áreas carentes: resposta em casos de crise no país; reconstrução de nossas comunidades; e extensão da compaixão americana pelo resto do mundo.Um propósito do "USA Freedom Corps" será a segurança doméstica. A América precisa de médicos e enfermeiros aposentados que possam ser mobilizados em grandes emergências; voluntários para ajudar os departamentos de polícia e bombeiros; trabalhadores de transporte e serviços públicos bem treinados em detectar o perigo.

Nosso país também precisa de cidadãos trabalhando para reconstruir nossas comunidades. Nós precisamos de mentores para amar as crianças, especialmente crianças cujos pais estão na prisão. E nós precisamos de mais professores talentosos em escolas problemáticas. O "USA Freedom Corps" vai expandir e aprimorar os bons esforços do "AmeriCorps" e do "Senior Corps" para recrutar mais de 200 mil novos voluntários.E a América precisa de cidadãos que estendam a compaixão de nosso país a todas as partes do mundo. Assim, renovaremos a promessa do Corpo de Paz, duplicaremos seus voluntários nos próximos cinco anos - (aplausos) - e pediremos a ele que participe de um novo esforço para encorajar o desenvolvimento, a educação e a oportunidade no mundo islâmico. (Aplausos)

Este tempo de adversidade nos oferece um momento único de oportunidade - um momento que devemos agarrar para mudar nossa cultura. Através do ímpeto reunido de milhões de atos de serviço, decência e bondade, eu sei que podemos superar o mal com um bem maior. (Aplausos)

E temos a grande oportunidade nesta época de guerra de levar o mundo em direção aos valores que trarão a paz duradoura.

Todos os pais e as mães, em todas as sociedades, querem que seus filhos recebam educação e vivam livres da pobreza e da violência. Ninguém na Terra anseia ser oprimido, ou aspira à servidão, ou aguarda ansiosamente pela batida à meia-noite da polícia secreta.

Se alguém duvida disso, então olhe para o Afeganistão, onde as "ruas" islâmicas saudaram a queda da tirania com canções e celebrações. Deixe que os céticos olhem para a própria história rica do Islã, com seus séculos de aprendizado, tolerância e progresso. A América vai liderar defendendo a liberdade e justiça, porque elas são corretas, verdadeiras e imutáveis para todos os povos em todos os lugares. (Aplausos)

Nenhuma nação é dona de tais aspirações e nenhuma nação está isenta delas. Não temos a intenção de impor nossa cultura. Mas a América sempre se posicionará com firmeza a favor das exigências inegociáveis da dignidade humana: o estado de Direito; os limites ao poder do Estado; o respeito às mulheres; a propriedade privada; a liberdade de expressão; a justiça igualitária; e a tolerância religiosa. (Aplausos)

A América ficará do lado de homens e mulheres corajosos que defendem esses valores ao redor do mundo, inclusive no mundo islâmico, porque nós temos um objetivo maior do que eliminar ameaças e conter o ressentimento. Buscamos um mundo justo e pacífico além da guerra ao terror.

Neste momento de oportunidade, um perigo comum está apagando antigas rivalidades. A América está trabalhando com a Rússia, a China e a Índia, de formas nunca antes vistas, para alcançar a paz e a prosperidade. Em todas as regiões, mercados livres, comércios livres e sociedades livres estão provando seu poder de erguer vidas. Juntos com amigos e aliados da Europa à Ásia, África e América Latina, nós vamos mostrar que as forças do terror não podem impedir o ímpeto da liberdade. (Aplausos)

Da última vez que falei aqui, expressei a esperança de que a vida retornaria ao normal. De certa forma, ela voltou. De outras, nunca voltará. Aqueles de nós que vivem nesta época desafiadora foram transformados por ela. Passamos a conhecer verdades que nunca questionaremos: o mal é real e deve ser confrontado. (Aplausos)

Além de qualquer diferença de raça ou credo, nós somos um país, lamentando juntos e enfrentando o perigo juntos. No fundo do caráter americano, existe a honra, que é mais forte do que o cinismo. E muitos descobriram novamente que até na tragédia - especialmente na tragédia - Deus está próximo. (Aplausos)

Num único instante, entendemos que esta será uma década decisiva na história da liberdade, que nós fomos chamados para um papel único nos acontecimentos humanos. Raramente o mundo enfrentou uma escolha mais clara ou consequente.

Nossos inimigos enviam os filhos de outras pessoas em missões de suicídio e assassinato. Eles abraçam a tirania e a morte como uma causa e um credo. Nós defendemos uma escolha diferente, feita há muito tempo, no dia de nossa fundação. Nós a reafirmamos hoje. Nós escolhemos a liberdade e a dignidade de toda vida. (Aplausos)

Firmes em nosso propósito, agora vamos em frente. Aprendemos o preço da liberdade. Nós mostramos o poder da liberdade. E, nesse grande conflito, meus caros americanos, nós veremos a vitória da liberdade.Obrigado a todos. Que Deus abençoe. (Aplausos)

Tradução: Amy Traduções

Fonte: Redação Terra
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