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Casal é preso por manter filho adotivo aprisionado em caixa

Garoto era mantido dentro da pequena estrutura na garagem por pelo menos 18 horas por dia e só tinha autorização para sair para ir à escola

10 fev 2022 10h56
| atualizado às 12h50
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Casal é preso nos EUA por manter filho adotivo aprisionado em 'caixa'
Casal é preso nos EUA por manter filho adotivo aprisionado em 'caixa'
Foto: Divulgação/Polícia

O casal Thimothy e Tracy Ferriter, ambos de 46 anos, foi preso na quarta-feira, 9, por forçar o filho adotivo, de 13 anos, a viver por pelo menos 18 horas por dia em uma pequena estrutura trancada dentro da garagem de sua casa na Flórida, nos Estados Unidos, por vários anos, segundo o New York Post.

De acordo com o Departamento de Polícia local, a situação em que vivia o menino foi descoberta depois que o garoto foi dado como desaparecido da casa da família em janeiro por Tracy. Durante a investigação na casa dela, um detetive avistou uma estrutura de 2,40 metros por 2,40 metros com uma fechadura e um interruptor de luz na parede externa. Dentro dessa 'caixa' havia um balde, um colchão e uma câmera. 

Questionada, Tracy, disse ao detetive que o local era usado como escritório, depósito e, às vezes, como uma sala por todos os seus filhos. No entanto, no dia seguinte, a polícia encontrou o menino desaparecido na escola e, por meio de várias conversas, descobriram que a 'caixa' na garagem era usada para mantê-lo encarcerado desde pelo menos 2017.  

O garoto só tinha autorização para ir à escola e, dentro da estrutura, recebia as refeições e usava o balde como banheiro. Ele disse que foi submetido a abuso físico e emocional e fugiu porque "sentiu que ninguém o amava". As outras três crianças que viviam na casa dos Ferriter foram encaminhadas a um abrigo do Serviço de Proteção à Criança. O casal foi preso por abuso infantil agravado e cárcere privado.

Segundo a CBS12, os irmãos do garoto confirmaram a história e a polícia encontrou imagens na câmera da estrutura que comprovam grande parte das acusações. Um juiz estabeleceu fiança de US$ 50 mil para cada acusado e proibiu o contato deles com as crianças, a não ser que sejam autorizados.

Fonte: Redação Terra
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