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Estados Unidos

Cafetões de NY criam "bordéis móveis" e delivery de prostitutas

9 jul 2012 - 08h47
(atualizado às 09h50)
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As autoridades de Nova York tentam combater os chamados "bordéis móveis", serviços de prostituição oferecidos em caminhões que circulam pela cidade. O problema tem chamado a atenção das autoridades em particular no bairro de Queens, para onde migraram cafetões e prostitutas depois da "limpeza" feita pela polícia em Times Square, em Manhattan.

Cartões distribuídos nas ruas de Nova York, os "chica cards", oferecem prostituição a domicílio com hora marcada
Cartões distribuídos nas ruas de Nova York, os "chica cards", oferecem prostituição a domicílio com hora marcada
Foto: BBC Brasil

Muitas das prostitutas são vítimas de tráfico humano, trazidas ilegalmente do México para Nova York, onde são obrigadas a trabalhar em turnos de 12 horas, prestando serviços a entre 25 e 30 homens por dia. Cafetões também oferecem garotas de programa em serviços de entrega em domicílio.

Discretos cartões distribuídos nas ruas contém o número de um cafetão, que fornece os horários e dias livres das prostitutas. Uma vez agendado, um motorista leva a prostituta até o local combinado. Apelidados de "chica cards", os cartões são camuflados com imagens singelas, como uma pomba branca. Outros parecem cartões de visita.

"Alguns cartões vêm com a foto da mulher pelada. A maioria, porém, vêm com anúncios de chocolates, flores e até de aniversários infantis", disse à BBC a advogada Lori Cohen, do Sactuary of Families, grupo que defende vítimas de tráfico humano. Muitas das mulheres forçadas a se prostituir acabam sendo assaltadas pelo cafetão ou pelo próprio cliente.

"Muitas prostitutas são levadas a casas de festas e depois estupradas por cerca de quinze homens.

O motorista recolhe o dinheiro de cada ato", explica Lori. O Centro Nacional de Pesquisa do Tráfico estima que a atividade ilegal fatura cerca de US$ 5.250 (R$ 10.500) por semana, com uma única prostituta.

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