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Estados Unidos

"Assassino do Batom" morre após passar 66 anos em prisão

6 mar 2012 - 21h56
(atualizado às 23h26)
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O criminoso William Heirens, conhecido como "Assassino do Batom", morreu na segunda-feira em um hospital de Illinois, segundo as autoridades.

Imagem de 2002 mostra William Heirens, conhecido como "Assassino do Batom"; o criminoso morrem após 66 anos preso
Imagem de 2002 mostra William Heirens, conhecido como "Assassino do Batom"; o criminoso morrem após 66 anos preso
Foto: AP

O apelido dele deriva do episódio em que ele teria usado batom para escrever no apartamento de uma vítima um apelo para que alguém o prendesse e o impedisse de matar outra vez. Suas ações inspiraram o filme "No Silêncio de Uma Cidade" (1956), de Fritz Lang.

Heirens esteve preso durante 66 dos seus 83 anos - maior período de detenção na história de Illinois, segundo Steven Drizin, diretor-executivo do Centro para Condenações Equivocadas da Universidade Northwestern, que representou Heirens em seus pedidos de habeas corpus.

O preso havia sido transferido em 26 de fevereiro do Centro Correcional Dixton para um hospital universitário de Chicago, por causa de uma doença. A causa da morte não foi revelada.

Heirens era um universitário de 17 anos quando confessou, em 1946, ter matado duas mulheres em suas casas e estrangulado uma menina de seis anos. O corpo da menina teria sido desmembrado e jogado nos esgotos de Chicago, segundo a imprensa local.

No apartamento de uma das vítimas, ele disse: "Pelo amor de Deus, me apanhem antes que eu mate mais, não consigo me controlar".

Ele depois renegou a confissão, dizendo que admitiu o crime para não ser executado. Drizin afirma que Heirens foi torturado antes da confissão. Os pedidos de habeas corpus foram repetidamente rejeitados com base na presença de impressões digitais dele em um dos apartamentos das vítimas e num bilhete que pedia um resgate pela menina.

Heirens se tornou o primeiro detento de Illinois a concluir uma faculdade na prisão. Considerado preso-modelo por mais de 50 anos, ajudou a reformar a biblioteca da penitenciária, segundo Drizin.

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