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Adolescente se suicida nos EUA após sofrer bullying na internet

As autoridades acreditam que o bullying tenha durado mais de um ano. O assédio teria começado por uma briga na relação com um garoto

14 set 2013
16h34
atualizado às 16h44
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A adolescente Rebecca Ann Sedwick, 12 anos, suicidou-se na Flórida, depois de passar mais de um ano sofrendo bullying on-line dos colegas, informaram as autoridades americanas neste sábado.

Rebecca se matou a caminho da escola. Ela pulou da plataforma de uma fábrica de cimento abandonada perto de casa, informou o gabinete do xerife do condado de Polk. A adolescente é da cidade de Lakeland, que fica no centro da Flórida.

Sua morte é a última no crescente fenômeno de jovens que decidem se matar, após sofrer cruéis perseguições na internet por meio de mensagens, ou aplicativos de fotos. Mais de 10 meninas foram identificadas como possivelmente envolvidas no assédio a Rebecca, informou o xerife do condado de Polk, Grady Judd, em entrevista coletiva, acrescentando que foi aberta uma investigação policial.

As autoridades acreditam que o bullying tenha durado mais de um ano. "A menina foi absolutamente aterrorizada nas redes sociais", afirmou Judd. O assédio teria começado por uma briga na relação com um garoto, com quem Rebecca havia saído por algum tempo, informou o jornal The New York Times.

Segundo a mãe da adolescente, Tricia Norman, sua filha recebia mensagens de texto como "Você é feia", "Por que você ainda está viva?" e "Se mate". Para a mãe, o alerta apareceu há vários meses, ao ver os ferimentos nos pulsos da filha. Foi quando ela decidiu internar a menina, confiscou seu celular, fechou a página de Rebecca no Facebook e transferiu-a para outro colégio.

A situação e o ânimo de Rebecca pareciam melhorar, e sua mãe disse que "não tinha qualquer razão para achar que algo estava indo mal". A menina mudou o número de telefone, estava mais tranquila, cantava em um coral e começaria a dançar, fazendo parte de um grupo de animadoras.

Em segredo, Rebecca se registrou em aplicativos para celular, como o Kik Messenger, e o bullying recomeçou, acrescentou o NYT. "Talvez ela achasse que poderia lidar com isso tudo sozinha", disse a mãe, tentando entender e pedindo aos outros pais que permaneçam vigilantes quando seus filhos "parecerem estar bem".

No Kik Messenger, Rebecca Sedwick deixou duas mensagens para amigas e mudou seu nome de usuário para "a menina morta", informou o jornal.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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