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Espanha atribui mais de 1.000 mortes em excesso ao calor no segundo junho mais quente já registrado

1 jul 2026 - 08h19
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A Espanha registrou 1.029 ‌mortes em excesso no mês passado atribuíveis ao calor, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira, já que uma onda de calor de cinco dias, com temperaturas ultrapassando os 40 graus Celsius, fez ⁠com que junho fosse o segundo mês mais ‌quente já registrado.

Dados do sistema de monitoramento diário de mortalidade do Ministério da Saúde, o MoMo, ‌mostraram que o mês de ‌junho registrou o maior número de mortes ⁠atribuídas ao calor desde o mesmo mês de 2015.

As temperaturas médias no mês passado ficaram 3,2 graus acima do normal, informou a agência meteorológica AEMET, tornando-o o segundo junho mais quente já ‌registrado, atrás apenas de junho de 2025.

No auge da ‌onda de calor, ⁠em 23 ⁠de junho, 35,7 milhões de pessoas — cerca de 73% da ⁠população do país — ‌ficaram expostas a ‌riscos à saúde devido ao calor; 38% delas enfrentaram risco elevado.

Desde 1975, ocorreram 12 ondas de calor em junho, sendo que metade delas ⁠aconteceu na última década.

Os 13 meses de junho mais quentes desde o início dos registros, em 1961, ocorreram todos no Século 21.

Isso é uma evidência de que ‌as ondas de calor surgem no início do verão com maior frequência do que antes, afirmou ⁠o porta-voz da AEMET, Ruben del Campo.

Entre 1º e 30 de junho, 165 recordes de temperatura máxima — 145 deles mensais e 20 históricos — e 225 recordes de temperatura mínima mais alta — 180 mensais e 45 históricos — foram quebrados em estações de medição locais, informou a AEMET.

A primeira onda de calor do verão foi excepcional no norte do país "não apenas por causa de sua intensidade, mas também por sua duração e persistência", acrescentou a agência.

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