Script = https://s1.trrsf.com/update-1786557910/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Mundo

Publicidade

Eleitores dos EUA preferem o Partido Democrata em relação ao custo de vida, diz pesquisa Reuters/Ipsos

25 ago 2026 - 17h17
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Pesquisa Reuters/Ipsos revela que o Partido Democrata abriu oito pontos de vantagem sobre os republicanos (36% a 28%) na preferência dos eleitores dos EUA para lidar com o custo de vida. O resultado acende um alerta para o presidente Donald Trump antes das eleições de meio de mandato, em meio à alta nos preços de combustíveis e alimentos agravada pelo conflito com o Irã. O tema é apontado como decisivo para o pleito que definirá o controle da Câmara e de 35 vagas no Senado.

O Partido Democrata conquistou uma vantagem significativa sobre os ‌republicanos na percepção dos eleitores sobre qual partido tem uma abordagem melhor em relação ao custo de vida, um sinal preocupante para o partido do presidente Donald Trump às vésperas das eleições de meio de mandato, segundo revelou uma pesquisa da Reuters/Ipsos.

Realizada durante quatro dias e concluída na segunda-feira, a pesquisa perguntou a 951 eleitores registrados qual partido tinha um plano ou abordagem melhor para lidar com o custo de vida. Os democratas foram escolhidos por 36% e 28% escolheram os republicanos. O restante disse não ter certeza ou ⁠afirmou que nenhum dos partidos era bom nessa questão.

A diferença de 8 pontos foi a maior vantagem dos democratas desde que a Reuters/Ipsos ‌começou a fazer essa pergunta, em outubro de 2025. Os democratas começaram a ter pequenas vantagens no quesito depois que Trump iniciou uma guerra contra o Irã em fevereiro, o que elevou os preços da gasolina a níveis próximos a recordes históricos.

"Não acho que ‌seja ótimo para os republicanos", disse a consultora política republicana Jeanette Hoffman. Mas Hoffman ‌apontou que os democratas também não se saíram muito melhor, considerando que uma parcela significativa dos entrevistados -- 37% -- disse não ⁠ter certeza de qual partido é melhor ou afirmou não considerar nenhum dos dois melhor.

"Prefiro estar oito pontos à frente nessa questão do que oito pontos atrás. Mas também não acho que os democratas devam ficar muito otimistas com isso", disse Hoffman.

CONGRESSO EM JOGO

Ao longo do ano, os eleitores têm sinalizado que o custo de vida será o fator mais importante para decidir em quem votarão em novembro, quando toda a Câmara dos Deputados dos EUA e 35 cadeiras no Senado dos EUA estarão em jogo.

Diversos candidatos democratas estão fazendo ‌da acessibilidade financeira uma questão central na campanha eleitoral. James Talarico, um democrata do Texas concorrendo a uma vaga no Senado dos EUA, ‌apareceu em comerciais de televisão carregando sacolas de ⁠compras como prova de que os ⁠texanos estão "afogando-se" nos preços altos. A mensagem pode ajudar as chances de Talarico, e sua disputa é amplamente vista como competitiva, ainda que tenda ⁠para os republicanos em um Estado tradicionalmente republicano. Normalmente, o Estado seria uma ‌aposta segura para os republicanos.

Os republicanos em todo ‌o país ainda têm vantagens em outras questões, como imigração e criminalidade.

Os democratas têm defendido o aumento do salário mínimo federal, e aqueles alinhados aos socialistas democráticos propõem tornar o programa federal de seguro saúde Medicare disponível para todos os norte-americanos, em vez de apenas para idosos e pessoas com deficiência.

Para os republicanos, perder o controle de qualquer uma das câmaras pode ⁠complicar a agenda de Trump nos últimos dois anos de seu mandato. Embora os confrontos na guerra com o Irã tenham se acalmado, Teerã mantém um bloqueio sobre os embarques de petróleo que passam pelo Estreito de Ormuz, mantendo os preços globais do petróleo altos e prejudicando as finanças das famílias norte-americanas. Trump afirmou na semana passada que não havia negociações de paz agendadas.

PREOCUPAÇÕES COM COMBUSTÍVEL E ALIMENTOS

Christopher Nicholas, estrategista republicano da Pensilvânia, disse que Trump não fez ‌o suficiente para abordar as preocupações dos eleitores com o custo de vida, deixando os republicanos vulneráveis a uma questão que pode definir as eleições de meio de mandato e que também pesou sobre o ex-presidente democrata Joe Biden.

"Essa é uma oportunidade fácil ⁠para o partido que está fora do poder, que são os democratas", disse Nicholas.

"Manter os preços dos medicamentos controlados mais baixos é um bom começo, mas isso parece estar se perdendo no contexto geral da área da saúde, na qual os preços parecem estar disparando à frente da inflação a cada ano", disse Nicholas. "Os eleitores sentem os preços da gasolina e dos alimentos, que estão interligados, toda semana quando vão ao supermercado e ao posto de gasolina."

Os índices de aprovação do próprio presidente estão nos níveis mais baixos tanto deste mandato presidencial quanto do anterior. Atualmente, metade dos republicanos aprova sua gestão no quesito custo de vida, um número muito menor do que os oito em cada dez que aprovam sua presidência de maneira geral.

Uma pesquisa da Reuters/Ipsos no início deste mês mostrou que, pela primeira vez em cerca de uma década, os eleitores estavam escolhendo os democratas em vez dos republicanos como melhores gestores da economia. A última pesquisa da Reuters/Ipsos mostrou que os democratas têm uma vantagem de 2 pontos na questão da economia.

A pesquisa mais recente reuniu respostas em todo o país de 1.215 adultos norte-americanos, incluindo 951 eleitores registrados. A pesquisa, realizada online, tem margem de erro de três pontos percentuais.

Reuters Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra