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Economias asiáticas avaliam impacto de novas medidas tarifárias de Trump

21 fev 2026 - 12h55
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Os parceiros comerciais dos Estados Unidos na ‌Ásia começaram a avaliar neste sábado novas incertezas depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu impor uma nova tarifa sobre as importações horas depois que a Suprema Corte derrubou muitas das taxas que ele usou para iniciar uma guerra comercial global.

A decisão da corte invalidou uma série de tarifas que o governo Trump havia imposto às potências exportadoras asiáticas, da China e Coreia do Sul ao ⁠Japão e Taiwan, o maior fabricante mundial de chips e um participante importante nas cadeias de suprimentos de ‌tecnologia.

Em poucas horas, Trump disse que irá impor uma nova tarifa de 10% sobre as importações dos EUA de todos os países a partir de terça-feira, por um período inicial de 150 dias, ‌sob uma lei diferente, levando analistas a alertar que mais medidas ‌podem ser tomadas, ameaçando causar mais confusão para empresas e investidores.

No Japão, um porta-voz do ⁠governo disse que Tóquio "examinará cuidadosamente o conteúdo desta decisão e a resposta do governo Trump a ela, e responderá de forma adequada".

A China, que se prepara para receber Trump no final de março, ainda não comentou formalmente nem lançou nenhuma contramedida, com o país em feriado prolongado. Mas uma autoridade de alto escalão financeiro de Hong Kong, governado pela China, descreveu a situação dos EUA como um "fiasco".

Christopher Hui, secretário ‌de serviços financeiros e o tesouro de Hong Kong, disse que a nova taxa imposta por Trump serviu ‌para destacar as "vantagens comerciais únicas" de ⁠Hong Kong.

"Isso mostra a ⁠estabilidade das políticas de Hong Kong e nossa certeza... mostra aos investidores globais a importância da previsibilidade", disse Hui em ⁠uma coletiva de imprensa no sábado, quando questionado sobre ‌como as novas tarifas dos EUA ‌afetarão a economia da cidade.

Hong Kong opera como um território aduaneiro separado da China continental, um status que o protegeu da exposição direta às tarifas dos EUA que visam produtos chineses.

Embora Washington tenha imposto tarifas sobre as exportações do continente, os produtos fabricados em Hong Kong geralmente enfrentaram ⁠alíquotas tarifárias mais baixas, permitindo que a cidade mantivesse os fluxos comerciais mesmo com o agravamento das tensões entre a China e os EUA.

Antes da decisão da Suprema Corte, a pressão tarifária de Trump havia tensionado as relações diplomáticas de Washington em toda a Ásia, particularmente para economias dependentes de exportações integradas às cadeias de abastecimento com destino aos EUA.

A ‌decisão de sexta-feira diz respeito apenas às tarifas lançadas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), destinada a emergências nacionais.

O monitor de política comercial Global Trade Alert estimou ⁠que, por si só, a decisão reduz a média ponderada das tarifas comerciais dos EUA quase pela metade, de 15,4% para 8,3%.

Para os países com níveis mais altos de tarifas dos EUA, a mudança é mais dramática. Para China, Brasil e Índia, isso significará reduções de dois dígitos, embora ainda em níveis elevados.

Em Taiwan, o governo disse que está acompanhando a situação de perto, observando que o governo dos EUA ainda não determinou como implementar totalmente seus acordos comerciais com muitos países.

"Embora o impacto inicial sobre Taiwan pareça limitado, o governo acompanhará de perto os desenvolvimentos e manterá uma comunicação estreita com os EUA para entender os detalhes específicos da implementação e responder de forma adequada", afirmou um comunicado do gabinete.

Taiwan assinou dois acordos recentes com os EUA — um foi um Memorando de Entendimento no mês passado, que comprometeu Taiwan a investir US$250 bilhões, e o segundo foi assinado este mês para reduzir as tarifas recíprocas.

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