Script = https://s1.trrsf.com/update-1768488324/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Donald Trump diz que Putin está 'completamente louco' após novos ataques da Rússia contra a Ucrânia

O presidente americano Donald Trump declarou neste domingo (26), após novos ataques russos contra a Ucrânia, que Vladimir Putin "está completamente louco", alertando que qualquer tentativa de conquistar todo o território ucraniano levaria à "queda" da Rússia. Trump diz querer um fim rápido da guerra, mas, apesar do otimismo que demonstrou na última segunda-feira após uma ligação de quase duas horas com Putin, os bombardeios se intensificaram, resultando em 13 mortos do lado ucraniano.

26 mai 2025 - 05h43
(atualizado às 05h55)
Compartilhar
Exibir comentários

O presidente americano Donald Trump declarou neste domingo (26), após novos ataques russos contra a Ucrânia, que Vladimir Putin "está completamente louco", alertando que qualquer tentativa de conquistar todo o território ucraniano levaria à "queda" da Rússia. Trump diz querer um fim rápido da guerra, mas, apesar do otimismo que demonstrou na última segunda-feira após uma ligação de quase duas horas com Putin, os bombardeios se intensificaram, resultando em 13 mortos do lado ucraniano.

Donald Trump fala à imprensa antes de embarcar no Air Force One no aeroporto municipal de Morristown, em New Jersey, no dia 25 de maio de 2025.
Donald Trump fala à imprensa antes de embarcar no Air Force One no aeroporto municipal de Morristown, em New Jersey, no dia 25 de maio de 2025.
Foto: AP - Manuel Balce Ceneta / RFI

"Eu sempre tive um ótimo relacionamento com o presidente russo Vladimir Putin, mas algo aconteceu com ele. Ele está completamente LOUCO!", escreveu Donald Trump na rede social Truth Social. "Sempre disse que ele queria TODA a Ucrânia, não apenas uma parte, e talvez isso esteja se confirmando, mas se ele fizer isso, isso levará à queda da Rússia!", acrescentou.

Na manhã desta segunda-feira (26), um alerta aéreo foi emitido em todo o território ucraniano após duas noites de intensos bombardeios. Segundo a força aérea ucraniana, o país sofreu, na madrugada de domingo, um ataque combinado com 367 projéteis, sendo 69 mísseis e 298 drones, após outras ofensivas massivas na noite anterior.

As autoridades ucranianas relataram 13 mortos, incluindo quatro na região de Kiev e três crianças na região de Jytomy, no noroeste. Na noite de sexta para sábado, cerca de 250 drones e 14 mísseis balísticos foram detectados, tendo como principal alvo a capital.

Na noite de domingo para segunda-feira, as autoridades ucranianas relataram mais dois feridos — uma mulher de 60 anos e um homem de 52 — em um "ataque russo" na região de Zaporíjia, além de bombardeios nas regiões de Khmelnytski (oeste) e de "fortes explosões" na cidade de Kharkiv (nordeste)

Em Kiev, o prefeito Vitali Klitschko informou que a defesa antiaérea foi ativada diante de um ataque com drones. Alertas aéreos foram acionados em todo o território nacional durante a noite, mas os bombardeios registrados pareceram, segundo as primeiras informações, menos intensos do que os das duas noites anteriores.

Pressão contra Moscou

Os ataques levaram Kiev e seus aliados europeus a pedir punições contra Moscou. A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, defendeu "a maior pressão internacional possível sobre a Rússia", enquanto Berlim qualificou os bombardeios como "um insulto, inclusive ao presidente norte-americano Donald Trump, que tanto fez para levar Putin à mesa de negociações".

Em outro apelo direto a Washington, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky afirmou que "o silêncio dos Estados Unidos e de outros países só encoraja Putin".

Mas Donald Trump não deixa claro quais medidas concretas tomaria contra a Rússia e não esconde sua frustração com Volodymyr Zelensky. "Tudo o que sai da boca dele causa problemas, não gosto disso e seria melhor se ele parasse".

Troca de prisioneiros

A Rússia lançou uma ofensiva militar contra a Ucrânia em fevereiro de 2022 e atualmente controla cerca de 20% do território, incluindo a Crimeia, península anexada em 2014.

Os combates causaram dezenas de milhares de mortos e feridos entre militares e civis de ambos os lados, além de forçar milhões de pessoas a fugir. Cidades e vilarejos inteiros foram destruídos no leste e no sul da Ucrânia.

Desde meados de fevereiro, o governo norte-americano de Donald Trump tem intensificado os apelos por um cessar-fogo e se aproximado de Moscou com esse objetivo, até agora sem resultados concretos.

Atualmente, as posições da Ucrânia e da Rússia são divergentes: Kiev exige um cessar-fogo "incondicional" de 30 dias para permitir negociações de paz e Moscou insiste que as conversas devem ocorrer "simultaneamente" aos combates.

O único resultado concreto das negociações diretas entre russos e ucranianos, realizadas em meados de maio em Istambul, foi uma ampla troca de prisioneiros nos últimos dias, no formato de 1.000 por 1.000, concluída com a entrega mútua de 303 prisioneiros por cada lado.

A diplomacia russa informou na sexta-feira que Moscou está elaborando um documento com "as condições para um acordo duradouro" para encerrar o conflito, que deverá ser enviado a Kiev após a finalização da troca de prisioneiros.

(RFI com AFP)

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade