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Vetos na ONU são 'licença para matar', diz oposição síria

4 fev 2012
18h22
atualizado às 19h24

O Conselho Nacional Sírio (CNS), principal organização opositora ao governo de Bashar al-Assad, criticou o veto de Rússia e China neste sábado a um projeto de resolução sobre a Síria no Conselho de Segurança da ONU, classificando-o como "uma autorização ao regime de Damasco para matar".

O Conselho de Segurança da ONU se reúne na sede da instituição, em Nova York, para discutir a crise na Síria. O encontro de líderes para tratar do conflito no país árabe começou nesta terça-feira com pressão dos países ocidentais, especialmente os EUA, para que a Rússia apoie uma iniciativa para deter a violência
O Conselho de Segurança da ONU se reúne na sede da instituição, em Nova York, para discutir a crise na Síria. O encontro de líderes para tratar do conflito no país árabe começou nesta terça-feira com pressão dos países ocidentais, especialmente os EUA, para que a Rússia apoie uma iniciativa para deter a violência
Foto: AP

Ahmad Ramadan, dirigente do CNS, disse que o veto representa "uma tentativa de deter qualquer processo político para dar uma solução à crise na Síria e deixa a porta aberta à linguagem da morte". Tradicionais aliados da Síria, Rússia e China usaram seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU para rejeitar o projeto de resolução, que condenava a violência do regime de Damasco contra a população civil, uma repressão que já dura 11 meses e deixou milhares de mortos.

O texto também apoiava o plano de transição da Liga Árabe, que pede a renúncia do presidente Assad e a formação de um governo de união nacional. Ramadan afirmou que o CNS "condena categoricamente o que fizeram Rússia e China e pensa que Moscou e Pequim não olharam com sabedoria o futuro de suas relações com o povo sírio". Ele explicou que o CNS agirá agora em duas frentes: irá à Assembleia Geral da ONU para pedir o apoio dos Estados-membros e se dirigirá aos países árabes e a seus aliados para formar um grupo de contato internacional que trabalhe para isolar o regime, incluindo um bloqueio de armas, com o objetivo de impedir o governo Assad de receber "as ferramentas da morte oferecidas por amigos como a Rússia".

EFE   
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