Dinamarca promete reforçar presença militar na Groenlândia
Medida chega em meio a ameaças de Trump de anexar a ilha
A Dinamarca prometeu reforçar sua presença militar na Groenlândia, em meio às ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de anexar a ilha em função de supostas preocupações com a segurança no Ártico.
"Continuaremos a reforçar a nossa presença militar na Groenlândia, mas também nos concentraremos mais, no âmbito da Otan, em exercícios e em uma maior presença da Otan no Ártico", disse o ministro da Defesa de Copenhague, Troels Lund Poulsen, citado pelo jornal britânico The Guardian.
Segundo a emissora pública dinamarquesa DR, o país já está enviando reforços militares para a ilha, incluindo pessoal e equipamento para apoiar uma presença permanente, com um comando avançado voltado a preparar a logística e o ambiente para receber tropas em um segundo momento.
Trump tem usado uma alegada presença de embarcações militares de China e Rússia no Ártico para justificar os planos de anexar a Groenlândia, um território autônomo rico em minérios e que pertence à Dinamarca.
O destino da ilha voltou aos holofotes após a operação que capturou o então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, e os EUA estudam até oferecer pelo menos US$ 100 mil por habitante para "comprar" o território, segundo a imprensa americana.
Além disso, Trump insinuou que seguirá adiante em seus planos para o Ártico mesmo que para isso tenha de sacrificar a Otan, aliança da qual a Dinamarca é integrante.