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Descobertas sobre buraco negro vencem Nobel de Física

O britânico Roger Penrose, o alemão Reinhard Genzel e a norte-americana Andrea Ghez foram os premiados

6 out 2020
07h57 atualizado às 08h12
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07h57 atualizado às 08h12
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O britânico Roger Penrose, o alemão Reinhard Genzel e a norte-americana Andrea Ghez conquistaram o Nobel de Física de 2020 pelas suas descobertas sobre um dos fenômenos mais exóticos do universo, o buraco negro, informou a entidade que concede a premiação nesta terça-feira.

David Haviland, membro do comitê do Prêmio Nobel de Física, e o secretário-geral da Real Academia Sueca de Ciências, Goran K Hansson, anunciam vencedores do Prêmio Nobel de Física de 2020 em Estocolmo
06/10/2020 TT News Agency/Fredrik Sandberg via REUTERS
David Haviland, membro do comitê do Prêmio Nobel de Física, e o secretário-geral da Real Academia Sueca de Ciências, Goran K Hansson, anunciam vencedores do Prêmio Nobel de Física de 2020 em Estocolmo 06/10/2020 TT News Agency/Fredrik Sandberg via REUTERS
Foto: Reuters

Penrose, professor da Universidade de Oxford, ficou com metade do prêmio pelo seu trabalho que usa a matemática para provar que os buracos negros são uma consequência direta da teoria geral da relatividade.

Genzel, do Instituto Max Planck e da Universidade da Califórnia, Berkeley, e Ghez, da Universidade da Califórnia, Los Angeles, dividiram a outra metade por terem descoberto que um objeto invisível e extremamente pesado governa a órbita das estrelas no centro da nossa galáxia.

O prêmio de Física é o segundo Nobel deste ano a ser anunciado, depois que três cientistas venceram a premiação de medicina na segunda-feira pela descoberta da Hepatite C.

Entre os prêmios Nobel, o de Física geralmente domina os holofotes com premiações passadas indo para estrelas da ciência, como Albert Einstein, por descobertas fundamentais sobre a formulação do universo, incluindo a teoria geral da relatividade.

"As descobertas dos laureados deste ano estabeleceram novos parâmetros no estudo de objetos compactos e super massivos", disse David Haviland, presidente do comitê do Nobel de Física, ao anunciar o prêmio de 10 milhões de coroas suecas, o equivalente a 1,1 milhão de dólares.

"Mas esses objetos exóticos ainda apresentam muitas questões que imploram por respostas e motivam pesquisas futuras."

Ghez é somente a quarta mulher a conquistar o Nobel de Física, depois de Marie Curie, em 1903; Maria Goeppert Mayer, em 1963, e Donna Strickland, em 2018.

Os prêmios Nobel foram criados pela vontade do empresário sueco e inventor da dinamite Alfred Nobel e são entregues desde 1901.

A premiação deste ano acontece sob a sombra da pandemia de Covid-19, que limitou a maior parte das festividades que geralmente cercam os prêmios e colocou os cientistas de todo o mundo em uma corrida para desenvolver uma vacina.

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