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Delegação do Hamas recebe nova proposta de cessar-fogo de mediadores em Gaza

A delegação do grupo palestino Hamas recebeu no Cairo uma nova proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (18), de acordo com um dirigente palestino próximo às negociações. O texto retoma os principais pontos de uma proposta anterior dos Estados Unidos, que prevê uma trégua de 60 dias e a libertação, em duas etapas, de reféns israelenses capturados em 7 de outubro de 2023, durante o ataque do Hamas a Israel, que desencadeou a guerra em Gaza.

18 ago 2025 - 10h24
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A delegação do grupo palestino Hamas recebeu no Cairo uma nova proposta de cessar-fogo na Faixa de Gaza nesta segunda-feira (18), de acordo com um dirigente palestino próximo às negociações. O texto retoma os principais pontos de uma proposta anterior dos Estados Unidos, que prevê uma trégua de 60 dias e a libertação, em duas etapas, de reféns israelenses capturados em 7 de outubro de 2023, durante o ataque do Hamas a Israel, que desencadeou a guerra em Gaza. 

Membros do Crescente Vermelho Egípcio preparam ajuda humanitária em seu armazém no centro logístico de apoio a Gaza, em Sheikh Zuweid, Egito, na segunda-feira (18)
Membros do Crescente Vermelho Egípcio preparam ajuda humanitária em seu armazém no centro logístico de apoio a Gaza, em Sheikh Zuweid, Egito, na segunda-feira (18)
Foto: AP - Mayar Mokhtar / RFI

A delegação do Hamas, liderada por Khalil al Hayya, recebeu a proposta dos mediadores egípcios e cataris. Ela foi apresentada como um acordo preliminar para iniciar negociações sobre um cessar-fogo permanente. O Hamas deve realizar consultas internas com seus líderes e com dirigentes de grupos aliados.

Na semana passada, o Hamas informou que uma delegação de alto nível estava no Cairo para discutir com autoridades egípcias a possibilidade de obter um cessar-fogo, após mais de 22 meses de conflito e uma grave crise humanitária no enclave.

Egito, Catar e Estados Unidos atuam como mediadores entre Israel e Hamas, mas não houve avanços desde uma trégua em janeiro, que durou 42 dias e terminou em 1º de março de 2025. A pausa permitiu a troca de 33 reféns israelenses, oito deles mortos, por milhares de prisioneiros palestinos, além da entrada de ajuda humanitária e da retirada de doentes para atendimento no Egito.

O ministro das Relações Exteriores do Egito, Badr Abdelatty, confirmou a presença de delegações palestina e catari no país e informou que o primeiro-ministro do Catar, Mohammed ben Abdelrahmane al Thani, também está no Egito para pressionar as partes por um acordo.

Durante entrevista coletiva em Rafah, na fronteira entre Gaza e Egito, Abdelatty afirmou que os esforços visam pôr fim aos assassinatos e à fome, além de proteger a população palestina.

Força internacional

O Egito também está "pronto" para integrar qualquer força internacional que possa ser enviada à Faixa de Gaza, declarou o ministro das Relações Exteriores do país.

"Estamos prontos para contribuir com qualquer força internacional que possa ser implantada em Gaza", desde que ela se baseie em "uma resolução do Conselho de Segurança, tenha um mandato claro e esteja inserida em uma perspectiva política", afirmou Badr Abdelatty.

"Sem uma perspectiva política, seria insensato enviar forças para lá", acrescentou ele durante uma coletiva de imprensa com o primeiro-ministro palestino, Mohamed Mustafa.

O Egito há muito tempo defende a unidade palestina sob a liderança da Autoridade Palestina, que perdeu o controle da Faixa de Gaza em 2007 para o movimento Hamas. O Cairo também está "pronto para contribuir com qualquer esforço internacional em favor do estabelecimento de um Estado palestino", acrescentou o ministro egípcio.

Protestos em Israel

No meio do dia, nesta segunda-feira, nenhum responsável israelense havia comentado as discussões no Egito.

Dezenas de milhares de israelenses reunidos no domingo em Tel Aviv exigiram de seu governo o fim da guerra e a libertação dos reféns sequestrados em 7 de outubro de 2023, durante o ataque sem precedentes do Hamas em Israel que desencadeou a guerra em Gaza.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu enfrenta uma pressão popular crescente. A população teme pelo destino dos 49 reféns ainda mantidos em Gaza, sendo que 27 deles morreram, segundo o Exército israelense.

Campanha de fome

A ONG Anistia Internacional afirmou nesta segunda-feira, em comunicado, que Israel conduz uma "campanha de fome" na Faixa de Gaza. A denúncia ocorre em meio a alertas da ONU e de outras organizações sobre o risco iminente de fome no território palestino, em guerra há quase dois anos.

"A combinação mortal de fome e doença não é uma consequência infeliz das operações militares israelenses em Gaza. É o resultado intencional de planos e políticas que Israel elaborou e executou ao longo dos últimos 22 meses para impor aos palestinos condições de vida calculadas para provocar sua destruição física", afirma a entidade de direitos humanos.

O Ministério das Relações Exteriores e o Exército de Israel não responderam aos pedidos de entrevista.

Com agências

RFI A RFI é uma rádio francesa e agência de notícias que transmite para o mundo todo em francês e em outros 15 idiomas.
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